Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 17/08/2021
Em uma das cenas do filme “Os incríveis”, é retratado o “senhor incrível”, seu ambiente de trabalho, passando por situações de repressão. Fora das telas, a situação sofrida pelo personagem é uma realidade frequente na vida de muitos indivíduos no Brasil. Nesse sentido, torna-se preponderante a promoção de caminhos para combater o assédio moral no trabalho, como a adoção de mecanismos de denúncias e a fiscalização estatal. Dessa forma, é substancial o debate acerca dessa problemática, em nome da saúde mental dos subordinados.
A princípio, é fato que condutas abusivas no ambiente de ofício causam diversos malefícios na vida dos funcionários. Nesse viés, Platão afirma: “O importante não é só viver, mas viver bem”. De forma adversa a premissa do filósofo, percebe-se que muitos empregados não têm alcançado uma boa qualidade de vida por conta de tratamentos humilhantes em seu trabalho. Isso porque, superiores abusam de poder e colegas, a partir da competitividade ou de princípios ideológicos, procuram desestabilizar outros funcionários e submetê-los a situações humilhantes, seja por elevação excessiva de carga horária ou por diminuição profissional. Posto isso, seja de forma vertical ou horizontal, os tratamentos repressivos repetidamente cometidos no emprego geram transtornos de ansiedade, depressão, estresse e baixa autoestima nos oprimidos, segundo o Médico Drauzio Varella, impedindo que esses funcionários tenham uma boa vida.
Por outro lado, existem estratégias que podem ser implementadas para que situações de repressão sejam abolidas do ambiente de trabalho. Sob esse prisma, Martin Luther King defende que “Toda hora é hora de fazer o que é certo”. Partindo da premissa do ativista, uma forma para combater o assédio moral é a implementação de mecanismos de denúncia, nos quais os funcionários possam relatar qualquer tipo de humilhação que tenham sofrido no seu ambiente de ofício. Ademais, o sindicato dos trabalhadores pode promover fiscalizações periódicas nas empresas para garantir que os direitos dos subordinados estejam sendo atendidos. Com isso, as condutas indevidas e constrangedoras poderiam acabar e os empregados teriam sua saúde mental resguardada.
Depreende-se, portanto, que o assédio moral no trabalho é um problema significativo que, contudo, possui maneiras para resolvê-los. Logo, é imperioso que o Sindicato dos Trabalhadores promovam fiscalizações periódicas e mecanismos de denúncias nas empresas, mediante subsídios governamentais, implementando campanhas de assistência com psicólogos para aqueles funcionários que tenham sofrido com tratamentos abusivos. Destarte, tal ação tem o fito de transformar o ambiente de trabalho num lugar seguro e preservar a sanidade dos empregados. .