Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 20/07/2021

Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido, Zweig escreveu um livro ufanista cujo o título é até hoje repetido “Brasil, país do futuro “. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas contra o assédio moral no trabalho, verifica-se que essa profecia é constatada na teoria e não desejavelmente na prática. Em verdade, seja pelo precisão de leis que combatam, seja pela ausência de debates, há urgência em desconstruir esse revés.

É indubitável, nesse contexto, que negligência governamental está na base do problema. Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos, todavia, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a escassez de leis eficientes resultam num maior número de vítimas dessa atrocidade. Assim, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, a ausência de debates é um entrave no que tange ao problema. Segundo a instituição Ipsos Mori, o Brasil já foi considerado o país mais alienado do mundo. De fato, a falta de conhecimento da população sobre o assédio moral no trabalho assusta, visto que houve diversos casos de suicídio nesse âmbito. Destarte, é mister que a informação sobre o tema seja popularizada.

É evidente, portanto, a existência de entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem à construção de um mundo melhor. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o assédio moral, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal. Esta ação pode, ainda, contar com consultas públicas para atender as reais necessidades da população. Dessa forma, a coletividade alcançará a profecia aludida por Zweig.