Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 20/07/2021
A Agenda 2030 é formada por dezessete por objetivos da Organização das Nações Unidas (ONU) para transformar o mundo. O décimo objetivo propõe o asseguramento da redução das desigualdades, visando ao fim das relações de assédio moral no ambiente de trabalho. Entretanto, hodiernamente, ao assimilar a meta do órgão mundial à realidade brasileira, é imperioso salientar que há o seu descumprimento devido ao preconceito contra as habilidades dos profissionais que conseguiram o cargo graças à ajuda de algum familiar e ao estereótipo de superioridade masculina. Por consequência, são necessárias medidas para reverter esses problemas.
Em primeira análise, no livro “Cinquenta Tons Mais Escuros”, a personagem Anastásia é namorada do milionário Grey, que é dono da editora onde ela trabalha. Por conta disso, o patrão alega que ela só conseguiu o emprego por conta do namorado e que não merecia o seu cargo, uma vez que, segundo ele, a moça não é capaz de suportar a pressão que o trabalho exige. Assim, ao analisar o aspecto mencionado, fica evidente que a intolerância contra os indivíduos que conseguem exercer a profissão pela ajuda de algum parente economicamente favorável é um fator que fomenta a violência psicológica no trabalho, dado que há a dúvida dos outros empregados em relação à capacidade do trabalhador e, por conta disso, pode ocorrer atitudes preconceituosas contra ele.
Outrossim, na obra “A Pianista”, de Machado de Assis, a protagonista é professora de piano do filho do promotor de justiça da região. Ao descobrir que o filho está tendo aulas com uma mulher, o pai alega que a moça não é boa o suficiente, pois é apenas uma jovem e que, na região, há homens que são mais capazes de ensinar a tocar o instrumento e, por isso, não a aprova ao lado do filho. Logo, ao assimilar a ficção à realidade, fica evidente que o estereótipo da superioridade masculina promove casos de discriminação moral, pois há o pensamento de que, por conta do gênero, as mulheres são inferiores cognitivamente e, portanto, devem ser substituídas pelo sexo oposto.
Desse modo, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. Para tal, os canais televisivos devem estimular o senso crítico dos seus espectadores, por meio de propagandas e campanhas, para que percebam que todos são essenciais no emprego, reduzindo o preconceito contra os funcionários que entraram com a ajuda da família. Ademais, as escolas devem educar os alunos para a cidadania, por intermédio de palestras e grupos de integração social, a fim de que aceitem a diversidade social, amenizando a desigualdade de gênero. A partir dessas ações, o combate ao assédio moral no trabalho terá êxito.