Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 21/07/2021
No filme “Coringa”, Arthur, personagem principal, vive o drama pessoal de uma vida angustiante, no qual é motivo de chacota no trabalho, na rua e até pela própria mãe, que duvida do seu talento de humorista. De fato, muitos “Arthur ’s” existem fora das telas de cinema, o que mostra o impasse entre o combate e o assédio moral no emprego, muitas vezes praticado pelo próprio chefe. Portanto, é notório, a negligência do estado e o preconceito exacerbado da sociedade que muitas vezes considera como “Zuera” o assédio sofrido pelo próximo.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente eficazes para combater o assédio moral no emprego. Visto que, no Brasil, quase 15 milhões de brasileiros estão desempregados, muitas vezes a vítima do agressor, na maioria das vezes o chefe ou supervisor de maior hierarquia, deixa de denunciar por medo de perder o emprego e engordar ainda mais a balança do desemprego no país. Quando a vítima escolhe se privar do ataque moral surgem problemas de ansiedade, depressão, insônia e transtornos de humor, afetando o indivíduo tanto na vida pessoal quanto profissional.
Outrossim, é imperativo pontuar a Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman, sociólogo que defende que as relações sociais estão cada vez mais fluidas, ou seja, quando a “zoeira” ou a “pressão” por resultados no trabalho é excessiva, põe a prova que a sociedade é egoísta e preconceituosa no âmbito moral com o próximo, pois é comum quando o empregado resolve desabafar com o amigo próximo ele ser taxado de equivocado ou que o patrão está fazendo aquilo para o seu próprio bem ou bem da empresa. As vezes, a intimiadação é tão intensa que levava ao suicídio, problema grave que acomete milhões pessoas em todo o mundo.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para desarticular o assédio moral no emprego. Posto isso, cabe ao Ministério da Cidadania criar propagandas em televisão aberta e nas redes sociais que discutam sobre o tema, pois nenhum ser humano deve ser tratado com indiferença pelo próximo. Diante disso, cabe até às próprias empresas criarem setores de denúncia internos para que os problemas sejam sanados da melhor forma possível, e o Ministério da Saúde deveria criar um canal com psicólogos gratuitos para as vítimas do assédio moral no emprego. Afinal, quando todos no ambiente de trabalho formam uma equipe justa e igualitária todos crescem, e, assim, poderá construir uma realidade muito diferente do personagem Arthur, no filme Coringa.