Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 24/07/2021
Nos primeiros episódios da série norte-americana Grey’s Anatomy, a residente Miranda Bailey, gozando de sua posição superior, trata com arrogância e desprezo os novos internos do hospital. Não distante da ficção, no Brasil hodierno, o assédio moral é uma problemática a ser combatida, motivada pela priorização da eficiência profissional – sem se preocupar com a saúde mental do indivíduo – e, também, a falta de empatia nas relações. Portanto, são necessárias medidas midiáticas e governamentais para combater o assédio moral no trabalho. A priori, vale ressaltar que a mecanização do ser humano é um fator relevante desse impasse. Nesse viés, de acordo com o sociólogo Karl Marx, a objetificação do homem leva à alienação e desconstrução do homem em relação aos outros indivíduos. Isto é, o superior na hierarquia sente-se no direito de tratar o seu subordinado como bem entender, propondo metas inatingíveis, atribuindo diversas funções e cobrando prazos rápidos. A partir daí, quando o funcionário assume sua tarefa e não consegue alcançar o objetivo, julga-se incapaz. Essa situação afeta a saúde mental do trabalhador, podendo acarretar doenças como ansiedade, depressão, distúrbios digestivos, etc., que comprometem a integridade física e psicológica do cidadão. Então, é necessário uma intervenção do Ministério do Trabalho em parceria com a mídia, para encorajar trabalhadores a denunciarem essas agressões. Ademais, é elementar abordar a importância da empatia nas relações sociais. Uma vez que, supervisores e, até mesmo colegas, não consideram o sentimento pessoal nesses locais, o trabalho torna-se um lugar propício ao assédio. Dessa forma, a falta de empatia dos assediadores leva ao extremo o seu sentimento de superioridade, passando a desvalorizar, humilhar e menosprezar o colaborador, tornando a realização de suas tarefas quase impossível. Paralelamente, consoante a filósofa alemã Hannah Arendt, um ato mau torna-se banal não por ser comum, mas por ser vivenciado como se fosse algo comum, e, por conseguinte, providências devem ser tomadas para que o assédio moral não seja banalizado. Por isso, é imprescindível a implementação de ações que colaborem com o engajamento de supervisores e funcionários em projetos que incentivem a empatia nas relações, visando propiciar um ambiente profissional, harmonioso e respeitoso. Logo, pode-se inferir que a priorização da eficiência profissional e a falta de empatia nas relações sociais são fatores que levam à prática de assédio moral no trabalho, e carece de soluções. Para tanto, cabe à mídia, a criação e veiculação de campanhas, por meio das redes sociais mais utilizadas – Instagram® e Facebook® – que forneçam informações sobre práticas de assédio e formas de combatê-lo, com o intuito alertar à população a reconhecer o assédio moral e encorajar vítimas a denunciarem seus agressores. Além disso, o Estado, por intermédio do Ministério do Trabalho, deve realizar visitas mensais à locais de trabalho, de forma a fiscalizar o âmbito trabalhista e, constatada a existência de assédio, garantir a punição de seus infratores, com o efeito de erradicar essas práticas de agressão, a fim de proporcionar um ambiente de labor harmonioso, respeitoso e agradável. Só assim, a realidade do Brasil será diferente do que é observado na série Grey’s Anatomy. essas práticas de agressão, a fim de proporcionar um ambiente de labor harmonioso, respeitoso e agradável. Só assim, a realidade do Brasil será diferente do que é observado na série Grey’s Anatomy.