Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 25/07/2021
“Ninguém pode fazer você sentir-se inferior sem o seu consentimento” a famosa frase proferida por Eleanore Roosevelt, a primeira dama dos Estados Unidos da América durante o governo do presidente Franklin Delano, revela um aspecto indesejado e recorrente no atual mercado de trabalho. Pois, na sociedade contemporânea o aumento de casos de assèdio moral no trabalho tornou-se uma infame realidade, essa mazela causada majoritariamente pelo abuso de poder e pela sobrecarga deliberada de trabalho aparenta não ser uma preocupação para os políticos e continua à assolar a população.
Em uma primeira observação, percebe-se que a relação de hierarquia no ambiente de trabalho é responsável diretamente pelo abuso de autoridade. De tal forma que, muitas vezes chefes acabam por subjulgar e menosprezar seus funcionários apenas por estes ocuparem posições de menor “prestígio”, logo instaurando uma convivência nociva entre os trabalhadores e seus superiores. Ademais, essa interação também é prejudicial à empresa, visto que fere três dos principios fundamentais de uma equipe, propostos por Jhon Maxwell, ao carecer de respeito, disciplina e confiança, denotando assim uma necessidade de intervenção imediata nesse painel das relações trabalhistas.
Outrossim, convém, é claro, notar que, junto a esse fator, a delegação exagerada de funções e a sobrecarga do funcionário demonstram o descaso governamental com as relações laborais. Por conseguinte, essa associação de tarefas extras, a frequente demanda de horas extras e o medo de ser despedido, acaba por acorrentar o empregado ao empregador em um ciclo de submissão e abuso constante. Concomitante, esse fenômeno gera um decréscimo exponencial no número de denúncias acerca das condutas abusivas no ambiente de trabalho.
Portanto, esse retrato preocupante da realidade brasileira urge pela atuação do Governo em parceria com o Ministério do Trabalho para que promova ações relevantes, como o incentivo à utilização do disque denúncia, através de campanhas publicitárias nas redes sociais, e a realização de palestras on-line em sites de domínio público acerca da conscientização e informação dos direitos trabalhistas. Assim, diminuindo a conduta moral maliciosa entre funcionário e chefe, e garantindo apoio e qualidade de vida aos afetados por essa mazela.