Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 29/07/2021

Por suposição, um entrave é a desinformação populacional quanto ao assédio moral no trabalho. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. No entanto, devido a ausência de debates sobre o assunto em sala de aula, a população torna-se ignorante quanto essa problemática e, consequentemente, o caso continua a persistir. Desse modo, os estudantes não são socializados quanto ao assunto e não havendo denúncias sobre o caso.

Precipuamente, é essencial pontuar que a persistência do assédio moral deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. devido à falta de atuação das autoridades, denúncias não são feitas e quem atua como assediador não é punido devidamente. Sendo assim, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais é imperativo ressaltar o medo de perder o emprego como promotor do problema. Partindo desse pressuposto o indivíduo depende de tal serviço e acaba se sujeitando a esse problema como forma de continuar trabalhando. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o medo e a recessividade contribui  perpetuação desse quadro deletério.

Assim medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Desta forma, com o intuito de reduzir o assédio moral no trabalho, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será convertido em campanhas e projetos nas escolas, ensinando e demonstrando como denunciar corretamente, como identificar o problema e como não atuar como o assediador. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo, o impacto nocivo do assédio moral no trabalho.