Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 29/07/2021
O passado escravagista brasileiro; no qual a busca dos senhores por lucros exorbitantes em detrimento da liberdade, da saúde e da vida dos cativos, deixou marcas na cultura trabalhista do país. Na atualidade, essa cicatriz, de abuso de poder, não passa mais pela escravização, contudo pelo assédio moral, o qual também atenta contra a dignidade humana. A partir desse ponto de vista, deve-se analisar maneiras de educar os trabalhadores para que se protejam e de aumetar a participação dos sindicatos no combate a esse abuso.
Primeiramente, a luta pelo fim da perseguição moral no emprego passa pelo nível de instrução do funcionário. Prova disso são dados da Folha de São Paulo, os quais mostram que oitenta por cento dos empregados que sofrem assédio moral no país não completaram o ensino médio; e sententa por cento dentre eles achava que a prática era “normal, brincadeira ou coisa do dia a dia” . A normalização dessa prática entre os trabalhadores acaba ajudando a gerar ambientes tóxicos, além de traumas psíquico-emocionais aos própios empregados e a suas famílias; pois estresse, alcoolismo e agressões são comuns nas casas de vítimas de assédio moral. Por esse motivo, é necessário ampliar o conhecimento dos funcionário no tocante às relações no ambiente do serviço para que se protejam desse mal.
Somado a isso, o proletariado, dentro de suas categorias, deve cobrar atuação dos sindicatos, pois são eles que podem exigir mudanças de comportamento das empresas na questão do assédio. Protegendo, dessa forma, a identidate de cada funcionário e evitando retaliações da empresas a indivíduos. Essa pro-atividade das associações de trabalhadores é de elevada importância, pois de acordo com o Conselho Nacional de Justiça(CNJ), aproximadamente, sessenta por cento dos empregados que relataram se queixar de assédio moral no serviço, foram perseguidos até o pedido de demissão. Tal fato mostra que a luta por direitos tem que ser realizada por autarquias, ao invés de pessoas físicas.
Dessa forma, conclui-se que o assédio moral no trabalho precisa ser enfrentado pelo governo federal, o qual, mediante a regulamentação e fiscalização do Ministério do Trabalho, deve elaborar palestras, as quais devem ser ministradas por agentes do Ministério Público do Trabalho e não das empresas. Isso com intenção de ser o mais imparcial possível. Tais exposições presisam informar aos funcionário os seus deveres e direitos no serviço; com ênfase na questão do abuso de poder, assédio, exploração trabalhista e a necessidade do apoio do sindicato para assegurar os direitos trabalhistas. Isso com o intuito de capacitar os empregados a se protegerem dessas práticas abusivas. Ao passo que os trabalhadores ficarem mais informados, exigirão mais atuação dos sindicatos que os representam.