Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 30/07/2021

A visão de vida idealizado por Anne Frank, ao escrever seu diário em Amsterdam, era, em outras palavras, um mundo onde ninguém precisasse esperar um único momento para melhorá-lo. Porém, o que se observa é uma realidade obstante a desejada pela idealista, uma vez que o assédio moral em ambiente profissional apresenta barreiras que limita a própria cidadania da vítima. Isso se deve a negligência do Estado e a falta de informação da população.

Nessa perspectiva, vale reconhecer como esse panorama supracitado deriva da ineficiência governamental, no que se refere a criação de intervenções que coíbam tais recorrências. A cerca disso, é pertinente trazer a ideia do pensador Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar da população. Não há como negar, portanto, que esse direito é violado devido a insuficiente atuação das autoridades em relação à inibição do assédio moral em âmbito trabalhista. Dessa maneira, é inaceitável que o Estado, cobrador dos mais altos tributos do mundo, não seja capaz de garantir o bem-estar social.

Ademais, a falta de informação a respeito dos direitos humanos, garantido pela Constituição de 1988, pode ser apontadas como agravante do problema. Uma vez que, quase 65% da população tem pelo menos um de seus direitos violados, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse sentido, é inadmissível que o Brasil, país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, não crie medidas de enfrentamento para sanar tanto o assédio moral quanto a ignorância de seus habitantes.

Diante dos fatos mencionados, para combater os desafios citados, o Estado deve aumentar o número de fiscalizações em locais de trabalho, por meio de parcerias com autoridades municipais, com a finalidade de realizar pesquisas com os funcionários sobre as condições trabalhistas e dessa forma mais pessoas podem denunciar os casos de assédio moral. Além disso, a mídia, por meio do seu poder comunicativo, deve informar os direitos e deveres dos cidadãos, de modo a minimizar a desinformação dos civis negligenciados. Espera-se, com isso, que o cenário idealizado por Anne Frank seja obtido.