Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 14/08/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Todavia, ao se observar as condutas abusivas que atingem a moral, a dignidade e a autoestima do trabalhador, no ambiente de trabalho, percebe-se que esse ideal iluminista é algo utópico, já que o assédio moral é tratado com indiferença. Com isso, há de se combater o despreparo do Estado, bem como o ferimento da dignidade humana.
Diante desse cenário, segundo o filósofo alemão Friedrich Hegel, é dever da nação proteger seus´´filhos. No entanto, embora o Brasil busque torna-se um país desenvolvido, 76% dos trabalhadores brasileiros relatam já terem sido vítimas de assédio moral no trabalho, conforme o portal de notícias R7, evidenciando o despreparo da nação verde-amarela em proteger seus ´´filhos, assim, como propôs Hegel. Desse modo, enquanto o Estado não tiver iniciativas capazes de garantir a segurança do seu povo, não será possível combater o assédio moral.
Outrossim, vale ressalta que os iluministas consolidaram, no século XVIII, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, estabeleceu que todos os seres humanos fazem jus as condições dignas de subsistência. Ocorre que não há como promover a qualidade de vida prometida pelos iluministas sem garantir a dignidade humana, de modo que a ausência desse fundamento abre margem à exploração e ao assédio e violência em ambiente de trabalho. Assim, enquanto a inconveniência for a regra, a dignidade será a exceção.
Verifica-se, portanto, que para combater o assédio moral no trabalho, o Estado deve garantir a dignidade humana, através de campanhas e palestras, que poderiam ter como tema ´´Assédio no trabalho nunca``. Essa iniciativa teria a finalidade de ensinar os indivíduos a identificar e denunciar as diferentes categorias de assédio à dignidade de modo a mostrar a participação do Estado no combate ao assédio moral e, de sorte, garantir à dignidade humana no trabalho.