Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 05/08/2021

Nos filmes americanos “Cruella” e “O diabo veste Prada”, há a representação de condutas abusivas de estilistas de moda para com seus funcionários. Nesse viés, o cinema ilustra situações realistas relacionadas, diretamente, à existência de assédio moral no trabalho. Assim, pode-se destacar os estamentos e o desfalque psicológico nos locais de trabalho como complicadores do problema.

Inicialmente, pirâmides de funções trabalhistas auxiliam a manutenção de abusos morais. Nesse sentido, o sociólogo Karl Marx divide a sociedade entre burguesia (classe socialmente dominante e líder dos meios de produção) e proletariado (classe dominada pelos burgueses e mão de obra produtiva). Nessa perspectiva, os ambientes de trabalho são hierarquizados, de modo que se deve seguir tudo ditado pelo superior. O que instiga o desenvolvimento de uma submissão extrema perante empregadores e prejudica a concretização de respeito aos empregados, ou seja, a quebra de ética é normalizada. Dessa forma, as divisões de cargos trabalhistas intensificam negativamente o assédio moral.

Ademais, uma lacuna de conhecimento sobre psicologia no trabalho motiva desmoralizações. Nesse contexto, em sua biografia, uma das atrizes da série televisiva “Dawson’s Creek” declarou ter sofrido constragimento e pressão, ao ser constantemente comparada à sua colega de cena, Katie Holmes, pela equipe de gravação. Nesse cenário, pode-se criar em locais de trabalho situações humilhantes e constrangedoras, ao não se utilizar da empatia no cotidiano. Essa ação pode causar o avanço de estresse ou ansiedade na vida de trabalhadores, por uma rotina incomoda instaurada através de abusos mentais. Desse modo, a apatia psicológica está fortemente ligada ao assédio moral trabalhista.

Portanto, visto que o abuso moral no trabalho é uma questão a se combater, faz-se necessária uma intervenção. Diante disso, o Ministério do Trabalho, área responsável por gerir assuntos trabalhistas, deve criar uma campanha de estimulação e introdução da psicologia em ambientes empregadores, por meio de propagandas televisivas, interações em redes sociais e assistência de psicólogos. Tem-se, como finalidade, colocar o respeito psicológico em discussão, diminuir a apatia e as desmoralizações no trabalho. Além disso, deve-se apoiar uma maior flexibilização nas relações hierárquicas de companhias e empresas.