Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 05/08/2021

De acordo com a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a violência e o assédio devem ser erradicados em todas as suas formas no âmbito laboral. No entanto, nota-se que a realidade acaba sendo diferente da norma, no qual, o constante aumento de assediantes é a razão disso. Desse modo, observa-se que os resultados que acentuam o impasse é uma falta de denúncia das condições juntamente com uma escassa punição dada estatal aos agressores.

Primordialmente, convém enfatizar que o recebimento dos responsáveis ​​por se queixarem diante das pressões psicológicas está entre os principais desafios de combater a problemática. Nessa óptica, segundo Sócrates, os erros são consequências da ignorância humana. Sob esse viés, é notório que o medo em denunciar o assediante relaciona-se à insegurança do desemprego; todavia, surge como consequência danos à saúde mental. Sendo assim, torna-se evidente que o desconhecimento populacional se atrela à permanência do desacato moral no ambiente de trabalho.

Outrossim, uma penalidade judicial ao opressor, geralmente não é proporcional aos atos cometidos e acaba sendo mais um dos fatores que agravam o óbice. Consoante ao sociólogo Kant, o crime é um abuso da liberdade individual em que a legítima punição é totalmente indispensável. Nesse contexto, é dever do estado em repreender os agressores de forma correta, de maneira que apenas indenizações sejam insuficientes para solucionar o problema. Portanto, somente com a devida justiça empregada é que será possível amenizar os casos dessa violência verbal.

Em sintéticas, são necessárias para minimizar os casos de assédios morais no trabalho. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Trabalho promover campanhas que controvertam essas atitudes assediadoras por meio de mídias sociais, com intuito de expandir socialmente uma cultura que valoriza os direitos morais no emprego. Além disso, também é essencial uma punição mais severa, em que indenizações sejam mínimas para condenar os opressores. Com efeito, se uma norma obrigatória que o assédio e a violência são erros, torna-se um dever essencial que a sociedade entenda e conhecimento tenha das decorrências psicológicas que esses atos podem propiciar.