Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 06/08/2021
“O mais escandoloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação de Simone de Beauvoir, importante filósofa francesa, pode ser facilmente aplicada aos inúmeros casos de assédio moral dentro de ambientes de trabalho, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Porém, o que poucos sabem é que existe a necessidade de intervir e combater situações como essa, uma vez que causam não apenas prejuízos à saúde mental das vítimas, como também são configuradas como crime, de acordo com a lei de número 2.848.
A priori, de acordo com o Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), mais da metade dos profissionais pratica ou tolera assédio nos ambientes de trabalho. É importante salientar que a vivência repetitiva de situações desmoralizantes pode danificar a saúde mental de trabalhadores que as sofrem, sendo capaz de causar reações mais simples, como crises de choro, ou até mesmo gerar doenças como ansiedade e depressão. Ademais, sabe-se que a falta de educação socioemocional dentro das escolas é responsável por causar, nesse contexto, baixa autonomia para denunciar assédios morais ou para tentar se impor, desencadeando, assim, em problemas mais graves.
Outrossim, apesar de existir, de acordo com a câmara federal, uma lei que configure o assédio moral como crime, esta claramente não é cumprida com rigidez dentro de empresas e locais de trabalho, uma vez que, de acordo com levantamentos do site Rede Brasil Atual, o número de assediadores morais vêm aumentando consideravelmente desde o início da pandemia de coronavírus. Em virtude disso, crescem também as consequências aos trabalhadores.
Portanto, evidencia-se que são necessárias medidas capazes de combater essa problemática. Cabe ao poder nudiciário uma maior observância e rigidez da lei contra o assédio moral, além de suportes socioemocionais gratuitos aos trabalhadores, seja por meio de palestras ou terapias semanais, a fim de que estes se sintam confotáveis em denunciar o discumprimento da lei, bem como para que se sintam seguros em suas áreas de trabalho e possam manter sua saúde mental intacta. Dessa forma, a população entenderia a real necessidade de apoiar e defender tal lei, criando uma sociedade trabalhista mais harmônica e saudável.