Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 10/08/2021
No filme “O diabo veste prada” é retratado as situações humilhantes sofridas pela personagem Andrea, onde ela é desprezada por sua chefe e colegas de trabalho constantemente, e a mesma acaba por abdicar de sua vida e bem estar pessoal para conquistar a simpatia da chefe. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no contexto brasileiro vigente, uma vez que o assédio moral no ambiente de trabalho é uma questao recorrente. Logo, faz-se necessário medidas a fim de amenizar esse impasse, que dentre as principais causas estão a necessidade do chefe de rebaixar seus funcionários para se sentir superior e de culpá-los isoladamente por resultados negativos.
Sob essa perspecitiva, convém enfatizar que o ato de humilhar empregados está entre as principais causas desse tipo de assédio. Nessa óptica, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças psiquiátricas como depressão, ansiedade e estresse pós-traumático são mais frequentemente diagnosticadas em pacientes que foram desprezados no trabalho. Logo, fica evidente que tal atitude prejudica a saúde mental dessas pessoas, uma vez que afeta sua autoestima e contribui para a evolução de doenças. Dessa forma, é inaceitavel que tal conduta continue sendo praticada.
Além disso, o fato de atribuir a culpa por resulyados negativos a uma pessoa em específico é mais um fator que agrava o impasse. Nesse contexto, de acordo com o filósofo Luigi Pirandello, é próprio da natureza humana sentir a necessidade de culpar os outros dos nossos desastres e das nossas desventuras. Nessa lógica, é importante salientar que essa ação pode desmoralizar o funcionário no ambiente de trabalho, tendo em vista que insinuações sobre sua capacidade profissional podem desestabilizá-lo e levá-lo a pedir demissão. Portanto, enquanto nada for feito para mudar o problema permanecerá constante no Brasil.
Evidencia-se portanto, que humilhar funcionários no local de trabalho e atribuir a algum deles a culpa por resultados ruins colaboram para que o assédio moral continue ocorrendo e que, assim são necessárias mudanças. Para tanto, é imprescindível que o Estado, por meio do Poder Legislativo, crie leis específicas que previnam, reprimam e reparem os danos advindos das ações de assédio moral, possibilitando assim, uma vida digna para cada trabalhador. Assim como cabe ao Estado desenvolver políticas de conscientização, capacitação e fiscalização das atividades empresariais, para garantir o cumprimento das leis, e assim, certamente as empresas passarão a controlar de perto as atividades e os regulamentos institucionais, fiscalizando as atividades de seus gestores, o que resultará em um ambiente de trabalho mais saudável e digno aos trabalhadores.