Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 23/08/2021

Thomas Hobbes, ao afirmar que “O Homem é o Lobo do Homem”, nos traz uma reflexão sobre como o ser humano é mau por natureza, por ser capaz de cometer atrocidades contra sua propria espécie. Independentemente da afirmação de Hobbes ser verdade ou não, podemos assegurar que, muitas pessoas, quando tem acesso ao poder, tendem a abusar dele. Deste modo, ao abordarmos o combate ao assédio moral no ambiente de trabalho, é preciso entender que se trata de uma consequência do abuso de poder. Sendo assim, é imprescindível para o seu solucionamento, uma supervisão dos gerentes, para evitar esse abuso, junto com a proteção do funcionário.

A questão, essencialmente, pode ser vista como uma herança cultural de desigualdade social em nosso país. Isso, pois, o Brasil, ao longo da história criou subempregos, reprimindo profissões. Assim sendo justificável que a forma de assedio moral mais comum presente no trabalho é “vertical”, ou seja, o abuso moral é cometido por chefes a seus funcionários. Logo, enquanto superiores puderem mandar em seus empregados sem supervisão exterior, assédios estarão mais sucetíveis a ocorrerem.

Usando como exemplo a série americana de advogados, “Suits”, o personagem “Mike Ross”, por ser apenas um associado é submetido a uma extensa carga horária, alem de humilhações. Logo, podemos estabelecer uma relação entre o personagem e o trabalhador comum, pois apesar dos danos morais sofridos, ambos têm medo da consequência de suas reclamações. Dessa maneira, é importante um espaço onde o “feedback” do funcionário não possa causar sua demissão.

Infere-se, portanto, que no combate ao assédio moral no trabalho, fazem-se necessárias ações para garantir um ambiente saudável para seus trabalhadores. Dessa forma, alem de trazer o problema à tona, o ministério do Trabalho deve estabelecer políticas para a supervisão de locais de labor, no sentido das relações interpessoais. Com direito a multas para a empresa/instituição, essa ação ao longo prazo é fundamental para que não haja abuso de poder dentro de um âmbito profissional.