Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 17/08/2021

A personagem Macabéa do filme “A hora da Estrela”, inspirado na obra de Clarice Lispector, ouve constantes xingamentos de seu chefe e colegas de profissão. Esses atos, são classificados como assédios morais e, atualmente, ocorrem muito em locais de trabalho por todo o mundo. O combate ao problema muitas vezes é difícil de ocorrer por dois motivos principais: falta de denúncias e a ineficácia das leis trabalhistas.

A princípio, vale-se ressaltar a omissão das acusações uma vez que, de acordo com o “G1”, 59% dos entrevistados iriam se omitir ou aceitar o assédio. Isso ocorre pois, muitas vezes, a vítima ou o colega que presencia a prática possuem receio de denunciar e perder o emprego. A problemática vem de que, sem ajuda, e sem coragem, o assediado não sairá do ciclo, onde ele sofre o assédio, tolera e se cala. Algo extremamente preocupante já que, segundo o “Jornal Contábil”, essas situações podem gerar danos mentais, como transtornos de ansiedade e depressão, doenças que são de difícil tratamento e que, se não tratadas, podem levar a vítima à morte.

Outro fator importante é precária competência das leis trabalhistas visto que, perante o “Correio Brasiliense”, os casos só aumentam mas os processos diminuem, porque as vítimas ficam com medo de ter que arcar com as ações por causa da nova reforma. Os assediadores, ao saberem que não são punidos, praticarão cada vez mais e farão mais vítimas. A questão é que, se nem o governo, possuindo a responsabilidade de assegurar os cidadãos, faz algo para que os trabalhadores não sofram, não haverá a quem esses trabalhadores recorram e, muito provavelmente, sofrerão mais.

Diante do exposto, os cidadãos de todos os países, responsáveis por cobrar seus direitos, deveriam exigir de seus governadores a eficiência das leis que ajudam os trabalhadores por meio de passeatas, greves, abaixo-assinado e e-mails a fim de trazer maior conforto para quem é vítima dos assédios. Além do mais, os governantes de todo o mundo, encarregados de trabalhar por suas pátrias, poderiam alertar os funcionários e chefes da importância de denunciar os casos através de campanhas publicitárias, outdoors, panfletos e cartazes com o intuito de extinguir, logo no começo, os incômodos morais.