Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 23/08/2021
A obra “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata uma figura em um profundo momento de desespero e preocupação. De maneira análoga à obra expressionista, tal situação de desconforto também se faz presente no atual cenário brasileiro, já que parte do tecido social sofre com assédio moral no trabalho. Nesse sentido, é lícito afirmar que a falta informação e a formação de subordinação no âmbito trabalhista contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Mormente, devida a lacuna educacional na formação dos indivíduos para o mercado de trabalho, às vezes, pessoas usam disso para gerar uma hierarquia no ambiente do trabalho, corroborando, assim, para o assédio moral dos subordinados. Segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado tem a função de garantir que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis. Nesse viés, cabe ao governo cumprir seu dever, garantindo que os cidadãos saem das instituições de ensinos bem instruídos para diversas situações, especialmente, reconhecer situações adversas, dado que, em síntese com o pensador francês Pierre Bourdieu: “Aquilo que foi criado para ser um instrumento de democracia, não deve ser convertido em uma ferramenta de manipulação”.
Além disso, com a formação de escala no trabalho, indivíduos usam desse poderio para causar uma pressão psicológica no colega, podendo, possivelmente, instaurar problemas psicológicos. Conforme a revista Consultor Jurídico, estudos conduzidos por médicos e psicólogos do trabalho mostram que o processo que desencadeia o assédio moral pode levar à total alienação do indivíduo do mundo social que o cerca, julgando-se inútil e sem forças e levando, muitas vezes, ao suicídio. Logo, as escolas e colégios emergem como um fator decisivo para combater esse cenário antagônico, visto que, ao formar civis mais autônomos, o âmbito social e trabalhista torna-se mais seguro e igualitário, logo, atenuando a alienação.
Portanto, medidas estratégias são necessárias para alterar esse cenário. Cabe ao Ministério da Educação, com o Ministério do Trabalho, através de verbas governamentais, implementar a educação emocional e laboral nas instituições de ensino e, por intermédio de palestras em praças públicas, escolas ou em redes de telecomunicações, orientar a população sobre os seus direitos, informando-os sobre quais medidas recorrer em casos de assédio moral no trabalho. Desse modo, inibindo essa lacuna educacional, formando cidadãos mais autônomos, atenuando problemas no cenário trabalhista, enfim libertando os civis do “Grito".