Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 18/08/2021
Segundo o Jornal Contábil, situações humilhantes com trabalhadores acontecem usualmente quando o assediador não está preocupado com o bem estar do funcionário. No contexto nacional atual, chefes praticam comportamento abusivo principalmente a fim de pressiona-los para obterem desempenhos mais satisfatórios para a empresa. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Inicialmente, faz-se necessário clarear que o cenário de assédio moral não faz parte do dia-a-dia de todas empresas. Por um lado, temos patrões que, inconsientemente — nas mínimas das vezes —, praticam assédio moral com seus subordinados, por meio de, por exemplo, sobrecarga de tarefas. Por outro, mais comum, os praticantes de abusos morais no trabalho não se importam com as condições dos seus empregados, sonegando direitos dos seus trabalhadores, além de afetar o psíquico-emocional e a dignidade dos mesmos, fazendo com que passem por situações humilhantes e constrangedoras, Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, nota-se que com o mundo se tornando cada vez mais digital, com novas empresas fundadas pela internet, os casos de assédio moral se tornam ainda mais frequentes, uma vez que com mais concorrentes é exigido maior desempenho dos funcionários para serem os líderes do mercado. No ano de 2020, com o objetivo de possuírem o serviço de entregas mais rápido dos EUA, repercitiu-se as condições de trabalho dos motoristas da Amazon, onde os empregados, muitas das vezes, não podiam fazer paradas nem para necessidades do corpo humano para atingirem a meta diária de entregas. Dessa forma, nota-se a necessidade de solucionar essa condição cada vez mais presente nas grandes empresas.
Portanto, faz-se imprescindível que a mídia - instrumento de ampla abrangência - informe a sociedade a respeito do assédio moral no trabalho, por meio de comerciais periódicos nas redes sociais e debates televisivos, a fim de formar cidadãos informados. Paralelamente, o Estado - principal promotor da harmonia social - deve iniciar investigações com o objetivo de identificar empresas que praticam comportamento abusivo, com o fato de amenizar o problema. Assim, o corpo civil será mais educado e os assédios morais não serão mais uma realidade.