Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 21/08/2021
É extremamente visível que combater o assédio moral no trabalho é uma tarefa difícil, especialmente porque geralmente as vítimas afetadas são de cargos inferiores do que seus agressores, e também se sentem abalados emocionalmente para fazer a denúncia. Nessa mesma linha de pensamento, há configuração de um grave problema, em virtude do silenciamento e da insuficiência legislativa.
A princípio, o silencio dos trabalhadores é um complexo difícil. Com isso, o sociólogo Habermas trouxe uma observação relevante ao apresentar que a linguagem é a verdadeira forma de ação. Porém, é perceptível que há uma lacuna no que se refere ao combate ao assédio moral no trabalho, já que muitas vítimas ficam em silencio, pois, o abusador promove um ambiente hostil de trabalho, por meio de exigência excessivas e, assim, muitos funcionários desenvolvem transtornos mentais.
Ademais, é fundamental apontar a ineficácia legislativa. Nessa perspectiva, o filósofo John Locke defende que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Isso significa que, ao criarem uma lei para combater o assédio moral no trabalho, é preciso ter políticas públicas e investimento massivo. Mas, sem que a regulamentação seja projetada para as pessoas, o impasse persiste.
Com essas informações, como solução, é conveniente que o Ministério do Trabalho, junto com as prefeituras, crie palestras em empresas, que podem também serem gravadas e postadas nas redes sociais, com entrevistas com as vítimas do abuso moral e psicólogos, a fim de trazer mais informações sobre o assédio moral no mercado de trabalho e leis mais eficientes.