Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 23/08/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão do assédio moral no trabalho. O assédio moral se classifica como uma exposição de alguém a situações que sejam humilhantes e/ou constrangedoras. Em vista disso faz-se necessário discutir e analisar formas de combate ao assédio moral no trabalho.
Outrossim, no ambiente de trabalho existe uma hierarquia com as pessoas ocupantes de cargos mais importantes e as que se encontram nos de subalternos, na relação entre eles pode haver o abuso de poder e com isso há humilhações ás pessoas de cargos inferiores. Além disso, na história, o feudalismo foi um sistema político, econômico e social que predominou na Europa ocidental na idade média. Essa estrutura tinha como base o regime de servidão, em que o trabalhador rural trabalhava exaustivamente para o senhor feudal, sendo explorado de diversas maneiras. Esse cenário não ficou para trás. Atualmente, pode-se ver o feudalismo tomando outras formas e mudando as personagens para o modo de trabalho comtemporâneo.
Ademais, uma pesquisa do Site Vagas.com revelou que 52% dos quase cinco mil profissionais entrevistados já sofreram assédio moral no trabalho. Esse dado mostra o quão real é a situação e a urgência do tratamento dela. Outro aspecto desse número é o fato de 86% dos acometidos não terem pedido demissão ou mesmo denunciado. Provavelmente, o medo de ficar desempregado foi enfatizado nessas situações. Logo, de acordo com o filósofo grego Aristóteles, o medo é uma paixão suscitada pela imaginação de um mal que seja capaz de causar destruição ou dor. A partir dessa afirmação, em resumo, a incerteza faz com que pessoas tomem medidas descabíveis aceitando cenários que o prejudicam ferrozmente.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Diante do exposto, é necessário que o governo previna o assédio moral reforçando as leis existentes e criando novas com penas mais severas para aqueles que cometerem tais ações. Além disso, o ministério da educação de cada estado deve inserir no ensino das crianças uma atividade coletiva durante as brincadeiras recreativas, em uma espécie de gincana, com o objetivo de mostrar à elas que todos somos iguais, ninguém é melhor que o outro. Em suma, é necessário que haja a associação entre o governo e as empresas fechando parcerias para facilitar a reinserção no mercado de trabalho por meios de contratos de empregabilidade em diversos cargos, levando em conta diferentes currículos e escolaridades, para maior possibilidade de empregabilidade, a fim de que, o medo do desemprego não seja uma preocupação.