Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 25/08/2021
O assédio moral no trabalho e suas consequências tem sido cada vez mais documentado nas grandes mídias de hoje em dia. A prática de colocar apelidos vexatórios, xingamentos, a imposição de metas inalcançáveis e o desrespeito em geral são as mais conhecidas formas de assédio moral no ambiente de trabalho. Essas que antes eram consideradas apenas algo fútil, ou apenas um caso de um chefe ou superior sendo exigente, agora podem ser consideradas crimes. É o caso de uma das maiores empresas do ramo de vídeo jogos, a ‘’activision Blizzard’’, que, em agosto de 2021, lidou com processos de ex-funcionários que acusavam superiores de estarem abusando moralmente de empregados por meio de brincadeiras com sua aparência, além de coagir testemunhas do assédio a não colaborarem com o caso.
Em primeiro lugar, é importante lembrar-se de que, para combater o assédio moral no trabalho, é necessário primeiramente entender que o mesmo não acontece graças a apenas um indivíduo, e sim graças a todo um ambiente propício para essas ações. Como mencionado acima, é comum que o assédio ocorra por parte de grupos de funcionários com cargos mais altos na corporação, como diretores e chefes de setor, que usam de sua posição para oprimir e assediar de funcionários com cargos mais baixos, como estagiários, sem que ocorra qualquer tipo de punição, já que a denuncia possilvemente geraria a demissão para o empregado com o cargo mais baixo nessa situação.
Por conseguinte, é de conhecimento geral que o acompanhamento psicológico feito por muitas empresas ainda é precário. Acompanhamento esse que é de grande ajuda no combate ao assédio moral no trabalho, pois é responsável por resolver diversos conflitos e aumentar a produtividade. Apesar disso, uma pesquisa de 2020, realizada pelo blog Vidalink em colaboração com a FIA (Fundação Instituto de Administração), mostrou que apenas 11% das empresas no Brasil fizeram atendimentos com psicólogos contratados e que apenas 39% mantearam um monitoramento periódico e ativo. Números esses que demonstram a situação de funcionários que passam por problemas psicológicos como o assédio moral, raramente contando com o suporte da entidade jurídica.
Em virtude do que foi mencionado, é mister que os chefes de empresas, juntamente com seus devidos assistentes ou membros da gestão de recursos humanos da instituição, procurem, por meio da contratação de psicólogos qualificados no mercado de trabalho e de políticas restritas com qualquer tipo de abuso moral existente, manter a saúde mental de seus funcionários em dia e punir qualquer tipo de ação que ofenda ou fira a algum indivíduo no ambiente de trabalho. Só assim será possível o combate ao assédio moral no trabalho.