Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 24/08/2021
Em 10 de dezembro de 1948, na Assembleia Geral das Nações Unidas, foi oficializada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garantindo, assim, o direito a igualdade e bem-estar social à todo e qualquer cidadão. Porém, tal prerrogativa não tem-se reverberado com ênfase na prática quando se observa o assédio moral no trabalho no Brasil. A discriminação e a falta de empatia impossibilitam que todos os cidadãos possam desfrutar desse direito social tão importante, na prática. Diante desta perspectiva, faz-se importante a análise dos fatores a seguir.
Em primeira análise, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), existem mais de 30 milhões de pessoas empregadas com carteira assinada no país. Sendo assim, conforme uma pesquisa do portal G1, 84% dessas pessoas já relataram ter sofrido algum tipo de assédio moral em ambiente de trabalho pelo menos uma vez na vida. Além do mais, nessa pesquisa foi informado que 90% desses casos de assédio foram cometidos por chefes ou supervisores das vitímas.
Além disso, é importante destacar o machismo como um dos impulsionadores do assédio moral em ambiente de trabalho no Brasil. Segundo uma pesquisa da Folha de S. Paulo, as mulheres sofrem mais assédio moral do que os homens no ambiente laboral. Segundo dados, 76% das trabalhadoras brasileiras já sofreram algum tipo de violência ou assédio no trabalho. Portanto, diante de tais fatos, é inadmissível que tal cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater tais obstáculos. Para isso, é necessário que os Governos deem mais atenção as denuncias recebidas e punam mais rigorosamente os agressores através de leis e medidas legais, para que assim os trabalhadores brasileiros possam se sentir seguros , e dessa maneira, tenham um bom desempenho em seus empregos.