Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 07/09/2021

Ansiedade, medo, cobranças, metas inalcançáveis, ligações fora do expediente de trabalho, esses são alguns fatores que contribuem para o assédio moral no trabalho. Sob essas perspectivas, cabe a investigação sobre a conjuntura do trabalho no século 21. Dessa forma, é preciso analisar a ausência de políticas públicas nas empresas públicas e privadas e a carência do apoio psicológico ao trabalhador que sofre com o assédio moral no ambiente de trabalho.

Em primeiro plano, analisa-se a educação trabalhista nas empresas. É fato que o mundo do trabalho está mudando em grande velocidade e isso requer mais tempo para implantar mudanças, no entanto a deficiência em políticas públicas, que garantem a saúde mental do trabalhador, acompanha esse crescimento de forma que retarda a implantação de melhorias para o colaborador, como o combate ao assédio moral. Dessa maneira, tal fato acarreta ou pode resultar no assédio moral do trabalhador, esse, muitas vezes, encontra-se com cobranças para além de suas responsabilidades. Neste aspecto, cita-se o filme “O diabo veste Prada” no qual a personagem principal era assediada por sua gestora, que fazia exigências além do cargo para o qual a contratou e fazia ligações fora do horário de trabalho.

Ademais, no filme “Tempos Modernos” pode-se ver outro caso de assédio moral, que mostra o trabalhador sem tempo suficiente para fazer suas refeições, ou seja, nota-se o descaso com a saúde física e mental do servidor, uma vez que o assédio moral põe em risco suas necessidades básicas. Desse modo, a carência de apoio psicológico para enfrentar as situações como cobranças extremas, metas inalcançáveis ou que exigem muito do corpo em um curto período de tempo, são fatores que exigem atenção por parte da sociedade, pois, atenuam o assédio moral do funcionário, conforme visto no filme mencionado.

Portanto, é mister ao Ministério da Economia, em parceria com empresas públicas e privadas, por meio dos recursos financeiros de ambos, realizar campanhas de conscientização que fomentem o combate ao assédio moral no trabalho, de forma a expandir a educação e direitos trabalhistas. Para isso, podem ser realizadas pesquisas de clima nas empresas e entrega de relatórios trimestrais que intensifiquem a vigilância e o combate a violência trabalhista. Dessa maneira, a saúde do trabalhador ficará em pauta, podendo apresentar melhorias, dado que haverá a promoção de saúde do colaborador no ambiente de trabalho, minimizando, dessa forma, os fatores que contribuem para o assédio moral no trabalho.