Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 23/08/2021

No romance ‘’Triste fim de Policarpo Quaresma’’, de Lima Barreto, foi feita no início do século XX, quando o artista vivia uma fase de observações contemporâneas. Em sua obra, percebe-se, a partir do personagem Policarpo, a angústia de um indivíduo que sofre assédio moral em decorrência de seus ideais patriotas. Assim como Quaresma, milhões de brasileiros sofrem assédio moral, sobretudo no trabalho. A partir desse contexto, é fundamental analisar como os problemas educacionais fortalecem esse empecilho social, bem como os efeitos desse estigma para a conjuntura social.

Em primeiro lugar, é importante salientar que o assédio moral recorrente é derivado de problemas educacionais. Isso porque, seguindo os valores éticos do Padre Antônio Vieira, ‘’A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.’’, conceito esse que fora passado para seus seguidores através do livro ‘’Os Sermões’’. Sob essa ótica, percebe-se que, embora avanços tecnológicos e econômicos sejam feitos no Brasil, enquanto não houver incentivos educacionais, entraves sociais, como o assédio moral, continuarão a acontecer. À vista disso, tal questão pode ser fundamentada, por exemplo, por meio de dados divulgados pelo PISA, os quais revelam que o Brasil é um dos piores modelos educacionais do Mundo.

Ademais, observa-se que o maior desfecho maléfico em decorrência do assédio moral no trabalho é a depressão. Isso porque a desmoralização social é um dos principais causadores da depressão, distúrbio mental que provoca perda de interesse em atividades e pensamentos suicidas. Sob essa linha de raciocínio, percebe-se que, infelizmente, doenças crônicas e fatais, por consequência do assédio moral, sobretudo no ambiente de trabalho, têm sido empecilhos concretos. Prova disso está na histórica relação do brasileiro com a desmoralização retratada até na ficção, ‘’Lula, o filho do Brasil’’, por Fábio Barreto, quando denuncia a condição de Luiz Inácio, vulnerável ao assédio moral em seu trabalho.              Portanto, é necessário direcionar caminhos para combater o assédio moral no Brasil. Posto isso, cabe ao Poder executivo, em parceria com o Ministério do Trabalho, formular nos municípios, centros de apoio e atendimento a casos de assédio no trabalho, por meio da destinação dessa estratégia na Base de Diretrizes Orçamentárias, órgão que avalia execuções estatais, com a finalidade de promover a harmonia e justiça laboral. Outrossim, detalha-se a promoção, nesses pontos de apoio, um disque denúncia para atender de imediato os abusos e opressões praticadas pelos empresários. Por fim, possivelmente, o assédio moral exposto por Lima Barreto seria erradicado.