Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 24/08/2021

O assédio moral está presente em vários locais, como no trabalho, ações humilhantes, constrangedoras, ofensivas repetitivas que podem desestabilizar ou causar danos mais agravados as vítimas. Em uma pesquisa realizada pelo site vagas é revelado que 52% dos entrevistados já sofreram a inconveniência e 87,5% não denunciaram por inúmeros motivos. Vale ressaltar que as consequências podem ser desde isolamento até a propensão a doenças, a depressão não é descartada. Também, é visto que, depois de tanta evolução, na atualidade ainda existe muita desigualdade de gênero dentro do setor profissional, até mesmo quando tratado de assédio.

Diante de tal cenário, utiliza-se o pensamento da autora Maria Aparecida Alkimin onde é dito que as práticas geram sofrimentos psíquicos percebidos no mal-estar tanto no trabalho quanto na vida pessoal, os sentimentos podem ser de medo, tristeza, angústia, inutilidade, entre outros, tais quais podem resultar em um caso de depressão, quando ao extremo, o suicídio. Tal consequência pôde ser percebida no ano de 2017, quando um engenheiro de 28 anos que trabalhava na empresa Toyota se suicidou após sofrer assédio moral de um de seu superior.

Além disso, em meio a tanta desigualdade, é percebido que as mulheres ainda são os alvos principais de certas ações. Em uma pesquisa realizada pelo G1, expos que 92% dos entrevistados concordam que as mulheres sofrem mais situações de constrangimento e assédio que os homens, no ambiente profissional. Diante do cenário profissional, é notado que a diferença salarial é persistente, como mostra o estudo postado pelo IBGE, onde expõe que as mulheres recebem 77,7% do rendimento dos homens, 22,3% a menos.

Portanto, conclui-se que é essencial a preservação da vida dos funcionários, pois todos os cidadãos são iguais e tem os mesmos direitos, perante o Art 5° da Constituição Federal de 1988. Com isso, as empresas devem melhorar as políticas para evitar tais ações prejudiciais, mantendo dentro do ambiente apenas profissionais que não efetuem essas atitudes, já que 74,6% dos agressores continuam dentro do mesmo, permitindo que afete novamente outro funcionário. Também, é necessário que as empresas prestem apoio médico e psicológico quando necessário, evitando que a taxa de doenças continue em crescimento.