Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 30/08/2021

A Constituição Federal de 1988 é um documento que, apesar da recente elaboração, possui representatividade internacional pela sua vanguarda jurídica em garantir um corpo social justo e uma vivência digna a todos os sujeitos em território brasileiro. No entanto, mesmo diante da existência desse arcabouço normativo, o assédio moral no trabalho ainda persiste, demonstrando a limitação prática deste código legal e a necessidade de se apresentar caminhos eficazes para combater esse problema que afeta principalmente a saúde mental do indivíduo e proporciona situações desconfortantes no meio social no qual está inserido. Ademais, é um causador de boa parte dos pedidos de demissão dos indivíduos, que pelo modo como são desligados encontram dificuldades para inserção no mercado de trabalho.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a falta de investimentos  governamentais para melhor capacitação dos trabalhadores, essa falta de qualificação tem como fruto dificuldade nas relações de convivência e a ocorrência de abusos. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio dela, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, Entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, há consequências para as vítimas que desenvolvem desde pequenos traumas na socialização até grandes impactos na saúde mental, desenvolvendo problemas como ansiedade e depressão.

Além disso, a exposição dos trabalhadores a situações horrendas, humilhações repetitivas e de longa duração são uma das principais causadoras dos pedidos de demissão. Devido ao modo como são desligados  e  aos problemas adquiridos encontram dificuldades de se inserirem novamente no mercado de trabalho.  Essa incapacidade laborativa constitue um risco invisível, porém concreto que afeta o corpo social.

Portanto, diante do exposto antes, fica evidenciada a necessidade de intervir nos assédios morais ainda recorrentes na conjuntura atual. Urge que o Ministério da Educação, através de investimentos do Governo Federal, implante nos cursos uma área que aborde convívio social e retrate as problemáticas ocasionadas por uma relação hedionda no trabalho, assim, formando indivíduos mais aptos para exercer a função e fortalecendo as relações no meio em questão e tornando o trabalho um lugar de ótimo convívio e socialização entre os indivíduos. Desse modo esse problema não afetará mais a sociedade atual.