Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 25/08/2021
É perceptível que a tarefa de combater o assédio moral no trabalho é desafiadora, especialmente pelo fato de que as vítimas, ao estarem afetadas emocionalmente, não o denunciam. Nessa situação, há configuração de um grave problema, em virtude do silenciamento e da insuficiência legislativa.
A princípio, é válido destacar o silenciamento dos funcionários como um complexo dificultador, visto que, devido a ausência de comunicação por medo do assédio moral, podem desenvolver transtornos mentais. Com isso, o sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem verdadeira forma a ação. Entretanto, percebe-se uma lacuna no que se refere ao combate ao assédio moral no trabalho, que é comumente silenciado pelas vítimas, pois o abusador promove um ambiente hostil de trabalho, por meio de exigências excessivas e inadequadas e, assim, muitos funcionários desenvolvem transtornos mentais. Dessa maneira, trazer o assunto a tona e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Ademais, é fundamental apontar a ineficácia legislativa. Nessa perspectiva, o filósofo John Locke defende que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei para combater o assédio moral no trabalho, é necessário e haja políticas públicas e investimento massivo. Mas, sem que a regulamentação seja projetada para as pessoas, o impasse persiste.
Portanto, como solução, é adequado que o Ministério de Trabalho, juntamente com as prefeituras, desenvolva palestras em empresas e escolas, a fim de trazer mais clareza sobre o assédio moral no mercado de trabalho além de punir o agressor de acordo com as leis judiciais.