Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 25/08/2021

No filme “O diário de Bridget Jones”, a jornalista Bridget Jones é alvo de piadas grosseiras por e-mail e assédio sexual no escritório. Posteriormente ao trocar de emprego, torna-se novamente vítima do assédio moral dentro de uma emissora de televisão, onde em uma das reportagens ao vivo, ela desce, de saia, pelo tubo do corpo de bombeiros, gerando uma humilhação por parte dos chefes e telespectadores. Fora das telas, é fato que grande parte das empresas brasileiras apresentam práticas semelhantes de assédio moral no ambiente de trabalho, contudo não são advertidas com êxito pelo Estado, logo nem sempre são denunciadas.

A princípio, vale destacar a forma que o Poder Público lida com o assédio moral no Brasil. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população brasileira. Porém, ao analisar a concentração de jovens e adultos desmoralizados em seus empregos, é indiscutível que essa premissa não é valorizada pelo governo nacional. Dessa forma, é importante salientar que essa má atuação estatal impulssiona o processo de exclusão social, ameaçando os direitos civis do cidadão dentro de uma democracia constitucional, impedindo a construção de uma cidadania capaz de consagrar os direitos humanos. Logo, é indubitável conciliar pensamento de Thomas à realidade brasileira, para a construção de uma comunidade diversa, engajada e ativa.

Ademais, destaca-se o silenciamento da vítima como impulsionador do problema, visto que diante do medo de perder o emprego os funcionários se submetem a humilhação por seus empregadores, com isso o abusador promove um ambiente hostil de trabalho, por meio de exigências inadequadas e excessivas e, assim, muitos funcionários desenvolvem transtornos mentais degradando a sua saúde metal. Evidencia-se esse fenômeno no dado divulgado pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), que afirma que mais da metade dos profissionais brasileiros pratica ou tolera o assédio em seu ambiente de trabalho. Faz-se premente, pois, campanhas informativas capazes de alertar as consequências da omissão de tal crime.

Portanto, é mister que o Estado tame providências para combater o quadro atual. Para a concientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Cidadania crie, por meio de verbas govemameritais, campanhas publicitárias nos espaços públicos que detalhem as consequências do assédio moral no trabalho e advirtam os funcionários do perigo do abuso, notificando a população que crie o hábito de buscar a polícia para denunciar crimes pontuados por lei, exigindo serenidade no trabalho. Assim, será possível a construção de uma sociedade moralizada, lúdica, que não tenha sua sanidade mental afetada pelo assédio no ambiente profissional.