Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 25/08/2021
“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.” A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente aplicada ao assédio moral no trabalho, já que mais escandalosa do que que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Diante dessa perspctiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favoreceram esse quadro, como a falta de técnica nas intrevistas durante os processos seletivos e a deficiência de políticas para lidar com o assédio.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governametais para combater o assédio moral no ambiente de trabalho. Nesse sentindo, faz-se preciso o uso fundamental de leis que visam monitorar esse comportamento étnico, evitando que os casos sejam tratatos como algo banal. Essa conjutura, segundo as ideias do sociólogo francês Émile Durkheim, configura-se como um ambiente patológico, em crise, que rompe toda harmonia social, visto que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a alta de niglignecia nos postos de intrevistas dos seletivos como impulsionador do assédio moral no Brasil. Segunfo, “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg simmel no livro " The Metropolis and Mental Life" - ocorre uma imersão aonde o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Logo, saber fazer as perguntas certas evita a contratação de profissionais com baixa resiliência diante de dilemas éticos para a sua organização. Nessa lógica, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível a ação ativa do Estado, por intermediário de leis, a conscientização da capacitação de profissionais no processo de implementação e controle de abusos dentro das empresas, a fim de desenvolver a cultura ética no ambiente corporativo implantado ferramentas de integridade que atentem ao fator humano. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e íntegra, onde o Estado desempenha a harmonial social e o progresso coletivo como a nova patologia de Émile Durkeim.