Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 27/08/2021
Para o filósofo francês Jean Paul Sartre, “A violência, seja qual for a forma como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. No mundo do trabalho, entretanto, essa violência tem se manifestado, muitas vezes, na forma de assédio moral, praticado tanto pelo superior, como também pelo subordinado. Essa atitude nociva para a sociedade não é exclusiva dos dias atuais e precisa ser combatida.
Primeiramente, é relevante ressaltar que a violênca com a classe trabalhadora começou desde o seu surgimento com a Primeira Revolução Industrial. Naquele periodo, os operários eram desonrados de todas as formas, física e mentalmente, com jornadas abusivas, sobrecarga de trabalho e situações verdadeiramente humilhantes. Séculos após o ocorrido, é inadimiscível que essas condutas se perpetuem.
Além disso, de acordo com Pierre de Bourdie, o assédio moral no trabalho é uma forma de violência simbólica, termo do sociólogo que inclui comportamentos agressivos que excluem grupos, como os trabalhadores e seus chefes de maneira que tenham seus direitos vilipendiados. Essas ações fazem com que as vitimas se isolem e sintam-se obrigadas a se demitir, além da pressão psicológica que sofrem por não saber o que fazer nessas situações. Percebe-se então uma insuficiência legislativa, na qual os direitos do trabalho e o respeito ao próximo não estão sendo assegurados por quem deveria.
É necessário, portanto, que o governo invista em meios de conscientizar a população dos seus direitos trabalhistas e incentive a denúncia dos praticantes de assédio moral. Esta ação pode ser feita através das mídias como, por exemplo, utilizar propagandas de televisão que exponham o assédio moral como um crime e a punição para os assediadores. Espera-se com essas medidas conquistar um ambiente de trabalho mais hamônico e livre de volência de todas as formas como defendia Sartre.