Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 29/08/2021
No período da colonização brasileira, os portugueses violentavam seus escravos de forma física e verbal. Mesmo após séculos, casos como este ainda são frequentes, em que os superiores ferem a moral dos funcionários no ambiente de trabalho. Com isso, emerge um problema sério em virtude da banalização desse tipo de violência, acarretando complicações na saúde do trabalhador.
A princípio, é fulcral ressaltar as relações desarmônicas entre gestores e subordinados. Em uma entrevista à revista “The Hollywood Reporter”, foi relatado o comportamento do diretor do filme “Liga da Justiça” : Joss Whendon, para com a atriz Gal Gadot, chegando até a ameaçar toda a carreira da artista. Em paralelo a notícia, milhares de brasileiros são vítimas do abuso de poder de seus mandantes, sendo desrespeitados e agredidos verbalmente todos os dias. No entanto, mesmo essa prática sendo muitas vezes explícita, os funcionários possuem uma mentalidade ilusória de que essa recorrência é normal ou que nada ocorrerá com o agressor se denunciado. Por essa razão, pessoas como Joss continuam impunes e persistem em propagar o desrespeito para com os outros.
Outrossim, é imperativo pontuar o estado emocional dos funcionários em decorrência do assédio moral. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), depressão e transtorno de estresse pós-traumático são as principais patologias encontradas em vítimas de alguma violência verbal em seus empregos. Sob esse prisma, é evidente que esse tipo de agreção é extremamente prejudicial, não afetando apenas no momento do ato, mas interferindo em todo o futuro do trabalhador. Por causa disso, o número de indivíduos depressiativos chegou a 16,3 milhões no Brasil e, se não houver mudanças, essa taxa tenderá a crescer por todo o país.
Em síntese, é nítido que o assédio moral no trabalho é um empecilho para o bem-estar social. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho e do Emprego empenhar-se em legislar e fiscalizar os assediadores, com ajuda dos próprios civis, alertando as autoridades caso presenciem esse tipo de desrespeito. Ademais, é de suma necessidade que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, emita comerciais informativos - nas redes telecomunicativas em horários nobres - que ensinem a população a procurar ajuda especializada se apresentarem indícios do desenvolvimento de distúbios mentais. Deste modo, é esperado que a prática de agressão vindo de superiores seja combatida, que o índice de brasileiros com depressão decaia e que o Brasil se desconecte das influências desumanas da época da escravidão.