Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 30/08/2021

É notório que combater o assédio moral é uma tarefa desafiadora, visando que segundo a Globo, 40% das vítimas irão se omitir e suportar o assédio. Sobretudo pela inferiorização e desestabilização mental do indivíduo provocado pelo praticante, causando abalos físicos e mentais. Nesse viés, há uma configuração de um problema grave, em virtude do silenciamento e da insuficiência legislativa.

A princípio, o silenciamento dos trabalhadores caracteriza-se como complexo dificultador. Diante disso, o sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem verdadeira é uma forma de ação. Porém, percebe-se uma lacuna no que se refere ao combate ao assédio moral no trabalho, que é muito silenciado pelas vítimas, pois o abusador promove um ambiente hostil de trabalho, por meio de exigências inadequadas e excessivas e, assim muitos funcionários desenvolvem problemas mentais, correspondendo cerca de 9% segundo os dados do 1º Boletim Quadrimestral.

Ademais, é fundamental apontar a ineficácia legislativa. Nessa perspectiva, o filósofo John Locke defende que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei para combater o assédio moral no trabalho, é necessário que haja políticas públicas e investimento massivo. Mas, sem que a regulamentação seja projetada para as pessoas, o impasse persiste.

Portanto, é oportuno que o Ministério do trabalho, em parceria com as prefeituras, desenvolva palestras em escolas e empresas, web conferenciadas nas redes sociais desses orgãos, por meio de entrevistas com as vítimas de abuso moral e psicológos, a fim de trazer mais lucidez sobre assédio moral no mercado de trabalho e leis mais eficientes.