Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 12/09/2021
No clássico “Um conto de Natal” de Charles Dickens, o rabugento Scrooge submete seu empregado a uma relação pouco saudável, na qual o subordinado expressa receio até em falar com o chefe. Fora dos limites ficcionais relações de trabalho danosas estão presentes no cenário brasileiro, isso decorre do desprovimento de empatia advindo do individualismo e da falta de autoconhecimento, que ocasiona indivíduos que se submetem a situações extremas por não saberem se posicionar. Tendo em vista a problemática, são necessárias medidas que mitiguem a questão.
Em primeira análise, é válido ressaltar, portanto que o individualismo gerado a partir da falta de empatia ocasionada pelo surgimento das redes sociais e consequentemente com a constante vontade de sobressair-se ocasiona indivíduos capazes de atitudes intransigentes com o próximo para estarem na posição desejada. Desse modo, o sociólogo Zygmunt Bauman, autor da teoria da Modernidade Líquida, elucida que a diferença provem dos tempos passados, chamados de tempos sólidos, no qual as relações eram mais duradouras e profundas e dos tempos atuais, no qual se acentuam relações superficiais e instantâneas. Por consequência, apresenta-se um aumento do número de pessoas acometidas por transtornos mentais provenientes na dificuldade de satisfação pessoal.
Ademais, relações familiares cada vez mais exigentes nas questões de desempenho dos filhos deixam de dialogar a cerca de questões sobre o real valor do ser humano e resultam em adultos com dificuldades de exporem seus limites pessoais se sujeitando a circunstâncias pouco favoráveis, bem como afirma o sociólogo Talcott Parsons sobre a importância da família na formação de personalidades humanas, sendo o papel dela por conseguinte instruir os filhos de forma correta através do diálogo. No entanto com a carência de debate acerca do tema, torna-se mais comum a existência de trabalhadores que se colocam em posição de inferioridade por não deixarem claro seu valor.
A partir do exposto, é necessário que providências sejam tomadas a fim de atenuar a questão. Dessa maneira, é dever do Ministério da Educação - órgão responsável pelo desenvolvimento cognitivo de jovens - inserir projetos pedagógicos destinados aos futuros funcionários por meio de aulas ministradas por psicólogos e gestores de recursos humanos sobre como se portar nesse ambiente, para amparar os jovens que entrarão no mercado de trabalho, com objetivo de propiciar relações de ofício saudáveis psicologicamente. Assim, dar-se-á o primeiro passo para mudar a questão do assédio moral no trabalho no Brasil.