Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 30/08/2021

É notório que combater o assédio moral no trabalho é uma tarefa desafiadora, especialmente porque as vítimas ao estarem afetadas emocionalmente com o abuso, não denunciam. Nesse viés, há configuração de um grave problema, em virtude do silenciamento e da insuficiência.

A princípio, o silenciamento dos trabalhadores caracteriza-se como complexo dificultador. Com isso, o sociólogo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem verdadeira forma de ação. Porém, percebe-se uma lacuna no que se refere ao combate ao assédio moral no trabalho, que é muito silenciado pelas vítimas, pois o abusador promove um ambiente hostil de trabalho, por meio de exigência inadequadas e excessivas e, assim, muitos funcionários desenvolvem transtornos mentais.

Desse modo, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele. Ademais, é fundamental apontar a ineficácia legislativa. Nessa perspectiva, o filósofo John Locke defende que “as leis fizeram-se para os homens e não para as leis”. Ou seja, ao ser criada uma lei para combater o assédio moral no trabalho, é necessário que haja políticas públicas e investimento massivo. Mas sem que a regulamentação seja projetada para as pessoas, o impasse persiste.

Portanto, como solução, é oportuno que o Ministério do Trabalho, em parceria com as prefeituras, desenvolva palestras em escolas e empresas - a serem webconferenciada nas redes sociais desses órgãos - por meio de entrevistas com as vítimas do abuso moral e psicológico, a fim de trazer mais lucidez sobre o assédio moral no mercado de trabalho e leis mais eficientes.