Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 31/08/2021
O ambiente de trabalho, como é de conhecimento geral, se baseia em uma ordem hierárquica. De acordo com o filósofo iluminista Montesquieu “todos os homens com poder são tentados a abusar”. Pode-se encaixar no contexto atual que o abuso de poder parte de pessoas com cargos mais altos e que além de afetar diretamente o convívio entre os indivíduos que o integram, podem trazer consequências psicológicas muito sérias.
A tendência de dominância humana é um traço que parte desde o início das civilizações grego e romanas como, por exemplo, a prática da escravidão. Essa tendência perdura até os dias de hoje, o que fica nítido no modo como a organização de trabalho foi estruturada, gerando disputa (seja ela por ascensão de cargos, aquisição de bens ou qualquer outro objetivo). Esse conflito pode ser o principal gatilho para que ocorra ações abusivas dentro do ramo trabalhista.
Sendo assim essas ações podem infundir nas vítimas problemas psicológicos como depressão, síndrome de burnout e ansiedade por ter que lidar com a toxicidade e humilhação da percussão do assédio moral. Além disso, segundo o professor Duílio Antero de Camargo, tem-se tornado cada vez mais frequente o uso de substâncias psicoativas por trabalhadores, a exemplo do álcool e de drogas como a cocaína. O que torna ainda mais preocupante pelo aumento do consumo de drogas ilícitas
Em virtude dos fatos mencionados e ainda sobre o filósofo Montesquieu, para que o abuso de poder não ocorra, é necessário que “o poder freie o poder”. Em outras palavras, os poderes máximos devem regularmente e supervisionar os espaços de trabalho a partir da formação de leis que promovam um melhor e mais harmonioso convívio social entre os empregados, independente da posição de seu cargo. Em conjunto um auxílio psicológico deve ser viabilizado por iniciativa do Ministério da Saúde e do trabalho, propiciando a saúde pública.