Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 29/09/2021

A Constituição Federal, promulgada em 1988, garante que todos os trabalhadores devem ter o acesso à saúde e à segurança nas empresas. Entretanto, o que se percebe na realidade é o oposto do que a ideia constitucional prega, uma vez que ainda é essencial combater o assédio moral no ambiente de trabalho, porque esse tipo de violência fere a dignidade humana. Diante disso, faz-se necessário o debate em torno das consequências causadas pela probemática, como o agravamento de doenças mentais e a dificuldade no desenvolvimento profissional.

Em primeiro lugar, vale destacar que o aparecimento de doenças psicológicas é um dos efeitos da impertinência moral nas instituições. Segundo a pisicóloga Emanuelle Aguiar, as relações conflituosas dentro do ambiente de trabalho pode desencadear graves problemas mentais nas vítimas e, consequentemente, interferir nos vínculos fora do emprego. Nessa lógica, nota-se um descasso com a população empregatícia, visto que ambientes que não promovem medidas capazes de amenizar as interações de conflito no trabalho são cúmplices do assédio moral. Dessa forma, é notório que trabalhadores de empresas nocivas podem ser mais propícios a ter depressão, ansiedade e baixa autoestima,  já que o desrespeito constante nesses lugares prejudica a saúde emocional do indivíduo.

Ademais, vale ressaltar que a violência moral causa uma diminuição da produtividade e do desenvolvimento profissional do trabalhador. Nessa perspectiva, a comédia “O Diabo Veste Prada” retrata uma situação na qual a chefe trata seus funcionários com desprezo, o que resulta em elos de intriga dentro da agência de moda.  Nesse viés, é perceptível que, em situação análoga ao filme, o assédio vertical praticado por um superior é comum nos ambientes de trabalho no Brasil, dado que pesquisa realizada pela VAGAS.com afirma que 52% dos trabalhadores já sofreram pertubação moral dos seus chefes. Dessa maneira, percebe-se que tal conflito pode promover exclusão, rotatividade e sentimento de incompetência no serviço.

Tornam-se, portanto, necessárias medidas para combater o assédio moral no trabalho. Desse modo, cabe aos próprios estabelecimentos, locais responsáveis pela segurança e pela saúde dos seus trabalhadores, por meio de uma reforma no código de ética da empresa, possibilitar a  criação de um comitê que garanta a integridade dos funcionários, com a finalidade de solucionar a violência contra a dignidade do empregado. Além do mais, o Recursos Humanos da companhia deve desenvolver um canal de comunicação seguro, a fim de que as vítimas possam relatar os abusos. Somente assim, será possível construir uma sociedade mais respeitosa.