Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 08/09/2021

O Brasil sofre com assédio moral no trabalho desde sua independência, em 1822. Esse problema deve ser enfrentado, uma vez que leva milhares de pessoas a desenvolverem transtornos mentais e afeta a economia. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a falta de conhecimento e o desrespeito às leis.

Primeiramente, é vital pontuar que o assédio moral no trabalho deriva da falta de conhecimento, que corrobora tal ocorrência. Dessa maneira, de acordo com dados do jornal Diário de Pernambuco, apenas 9% dos brasileiros realmente conhecem as leis trabalhistas, algo torna pessoas assediadas passivas diante das ilegalidades. Assim, faz-se necessária uma reformulação da postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar o derespeito às leis como promotor do problema. Nessas circunstâncias, de acordo com a Constituição Federal, todo cidadão tem direito a um trabalho digno. Entretanto, não é isso que se observa no Brasil, já que aproximadamente 60% dos trabalhadores relata ter sofrido algum tipo de assédio, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Partindo desse pressuposto, pode-se mentalizar que a legislação não vem sendo seguida e que o país está longe de alcançar o tipo ideal, como citado por Max Weber.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, necessita-se que o governo federal, por meio do Tribunal de Contas da União, destine verbas para a publicidade acerca das leis trabalhistas e incentivo à fiscalização, de modo que a classe trabalhadora tenha maior poder de defesa. Desse modo, irá se atenuar, em médio e longo prazo, o assédio moral no trabalho e a coletividade se tornará mais democrática.