Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 24/09/2021
O filme estadunidense “O Diabo Veste Prada” narra a história de uma jovem que, ao começar trabalhar em uma revista de moda, passa a sofrer constantes humilhações de sua chefe. Além disso, a personagem é vista como estranha por seus colegas que a submetem à exclusão e à constragimentos, o que torna o ambiente de trabalho desagradável. Semelhantemente, na sociedade brasileira, há indivíduos que sofrem com atos abusivos no meio laboral, visto que o assédio moral persiste no Brasil. Posto isso, as relações fluidas e a falta de empatia com os empregados estão dentre as questões ligadas ao tema. Desse modo, são necessárias medidas que eliminem o assédio moral no trabalho.
Inicialmente, destaca-se que as relações fluidas corroboram para o assédio moral no trabalho. Em concordância com o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo vivencia a chamada “modernidade líquida”, na qual os valores de solidariedade e coletividade são substituídos pelo individualismo. Igualmente, frequentemente, os brasileiros agem somente em favor de seus próprios interesses no meio laboral. Isso se exemplifica quando um empregado começa a tratar o outro mal, devido ao fato de não gostar dele por ele possuir uma melhor aprovação de suas ações diante de seu chefe. Assim, começa a falar mal dessa pessoa para os demais, passa a excluí-la, a submete à situções humilhantes e, em casos mais graves, pode espalhar mentiras sobre sua conduta. Dessa forma, o assédio moral torna o trabalho insuportável para a vítima que se sente odiada pelos seus semelhantes.
Ademais, convém lembrar que a falta de empatia com os empregados ocasiona o assédio laboral. Nessa perspectiva, o empregador torna-se abusivo e começa a humilhar seus empregados, ao se apoiar no fato de possuir uma posição hierárquica favorável, enquanto os subordinados dependem do trabalho até mesmo para sobreviver, pois têm sificuldades financeiras. Nesse sentido, o assédio moral poderia se tornar um hábito nesse ambiente, já que a vítima depende do emprego e não ousaria pedir demissão. Tal situação converge com o termo “violência simbólica”, elaborado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, no qual ele define uma violência em que não há coação física, mas causas danos psicológiscos e faz com que a vítima sinta-se inferiorizada perante o indivíduo dominante.
Logo, alternativas devem ser apresentadas para a eliminação do assédio moral no trabalho. O Ministério do Trabalho deve realizar campanhas, por meio das redes sociais, tais como Facebook e Instagram, que condenem atos abusivos entre colegas de trabalho e incentive a punição de agressores, a fim de estabilizar o meio laboral. Outrossim, o mesmo órgão precisa fiscalizar a empresas, com o fito de desfazer relações autoritárias e garantir o bem-estar do trabalhador. Com tais ações, provavelmente, o assédio moral sofrido na referida ficção não estará presente na realidade brasileira.