Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 22/09/2021

Em uma das cenas do filme “Os incríveis”, aborda Beto, o Sr. Incrível, em seu trabalho sendo extremamente cobrado com ameaças de demissão, e gritos por parte de seu chefe. Fora da ficção, tal cenário é visto como uma preocupante realidade no Brasil, visto que a diferença hierárquica pode se tornar um problema. Neste sentido, percebe-se dois pontos nessa problemática: Hierarquia entre os funcionários, e brincadeiras de mau gosto em público.

Nesse contexto, é importante ressaltar que a sobrecarga deliberada no trabalho é um atentado contra a igualdade entre os funcionários. Desse modo, pelo fato de não conseguir dar conta da demanda, como mostra no filme citado, há de vir a cobrança pelos poderes daqueles que estão acima do trabalhador, como seu chefe. A vista disso, pode ocasionar a demissão do mesmo, aumentando assim os 14,7% da taxa de desemprego segundo o IBGE.

Por seguinte, desde a Revolução Industrial, há humilhações com pessoas no ambiente de trabalho, por parte de colegas e até superiores. Segundo o artigo 5º da Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Sendo assim, Torna-se inegável que humilhações e brincadeiras de mau gosto no trabalho é algo que rompe com os direitos humanos.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater com o assédio moral. Logo, cabe a Justiça trabalho exigir igualdade nas divisões de serviço de acordo com o grau de cada funcionário, por meio de novas leis trabalhistas, com o objetivo de diminuir a sobrecarga perante as pessoas. Paralelamente, a Organização Internacional do Trabalho deve promover a busca por inconsistências na lei do cidadão nas empresas, por meio da criação de centrais de denúncias, a fim de punir aqueles que cometem assédio moral. Somente assim, a sociedade brasileira poderá caminhar para a completa democracia.