Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 23/09/2021

Machado de Assis, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica consiste em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas na sociedade. Seguido a lógica barrosiasa, faz-se preciso, portanto, valorizar o combate ao acesso moral no trabalho. Nesse sentido, é importante analisar a falta de fiscalização das empresas e o défict das normas morais entre os trabalhadores.

Em primeira análise, observa-se a falta de fiscalização das empresas. O filme Um Plano Imperfeito retrata a história de um secretário que é frequentemente desmoralizado por seu chefe, tendo que fazer horas extras, acompanhá-lo a ambientes pessoais e até mesmo fazer o trabalho de seu filho. O filme exemplifica muito bem a realidade brasileira, visto que, de acordo com a BBC, 52% dos brasileiros sofrem assédio moral no trabalho.

Em segunda análise, nota-se o déficit das normas morais entre os trabalhadores. A série Passarela dos Sonhos, conta a história de uma maquiadora que muitas vezes é repreendida por sua superior na frente de seus colegas de trabalho  e até mesmo de clientes, e não retrata o acontecido para não perder o emprego.Fora da ficção a realidade se assemelha, uma vez que 41% dos trabalhadores emitem o assédio sofrido, de acordo com reportagem do Globo.

Tendo em vista a discussão apresentada, é necessário que o Ministério do Trabalho fortaleça suas normas em todas as empresas, colocando um funcionário público como fiscalizador do cumprimento ou não das leis, com relatórios semanais. Faz-se necessário também a presença de psicólogos no ambiente de trabalho para atendimento específico do trabalhador, e o aumento da taxa de punição caso o não cumprimento da lei. Se tais ações forem colocadas em prática, tal realidade não será comparada com a “teologia do traste” barrosiana.