Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 25/09/2021

É fato que assédios morais são recorrentes nos locais de trabalho, como o exemplo da empresa de bebidas Renosa que dava prêmios para os funcionários com piores desempenhos, com o intuito de ridicularizá-los. Além disso, esses casos trazem consequências negativas para a produtividade da empresa e são estimulados pelo medo dos funcionários de denunciarem tais atos e perderem seus empregos.

Em primeiro plano, os impactos negativos dessas práticas de ridicularização e diminuição de pessoas, que de acordo com a revista Veja, pode causar depressão, isolamento, abandono do emprego e até o suicídio, e que são causados por atos como punições injustas, agressões verbais, ameaças, humilhações, entre outras. Essas práticas além de causarem pressão psicológica nos funcionários diretamente afetados, causam em alguns outros que tem medo de passarem pelo mesmo, o que os leva a trabalhar de forma desconcentrada e nervosa, sempre com medo de cometer erros.

Em segundo plano, o medo dos próprios trabalhadores de denunciarem o assédio e perderem seus empregos, visto que, de acordo com a revista Exame que noticiou casos como esses, boa parte dos casos são abafados por algum tempo pelos chefes com medo da imagem negativa que recairia sobre eles, para isso utilizam de artifícios como ameaças de demissão e manipulação dos fatos, gerando grande medo dos trabalhadores abrirem processos contra seus assediadores, pois além disso os mesmos geralmente dispõem de recursos para se defenderem.

Portanto, é necessário que, os donos das empresas e o Ministério do Trabalho e da Justiça, se certifiquem de criarem locais de trabalho acolhedores para os empregados e apoiarem as denúncias, por meio de fiscalizações das condutas e práticas dos empregados com seus colegas e uma melhora na defensoria pública para que os assediadores não saiam impunes, para que os empregados possam trabalhar sem pressões psicológicas e com medo constante.