Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 01/10/2021

É um direito inato a todo ser humano a possibilidade de, por meio de seus esforços, buscar a sua sobrevivência. Nos dias de hoje, podemos reformular esta frase de forma que tenhamos que é inato ao homem o direito ao trabalho. Tendo em vista, então, a essencialidade e indispensabilidade do trabalho, não é contudente que nessa tarefa haja condições de qualidade de vida igual entre todos?

A questão do abuso de poder é tratada no livro “A Revolução dos Bichos”, em que George Owell nos apresenta, implicitamente, sua tese de que o poder leva à corrupção e à tirania. Não é de se espantar, em um pais como o Brasil, onde os niveis de desemprego voam nas alturas, e onde centenas de anos de submissão moldaram a nossa sociedade atual, que as relações verticais das empresas sejam desiguais e abusivas.

No entanto, não é somente nas relações hierárquicas que o abuso impera: observamos, no mundo como um todo, uma propaganda contra o “bullying” - essencialmente assédio moral e físico - muito recente. Temos então uma sociedade adulta majoritariamente não conscientizada sobre as consequências psicológicas do abuso moral. Ocorre então este fenômeno  do abuso mesmo entre aqueles iguais dentro de uma empresa.

Conclui-se então que devido a indispensabilidade do trabalho à sobrevivência do homem, deve um ambiente saúdavel ser normativo nas empresas - que preze pela qualidade de todos os setores da vida do trabalhador. Para tal, leis devem ser propostas pelo legislativo; campanhas conscientizadoras, focadas ao público adulto, dos efeitos do abuso psicológico devem ser lançadas e, principalmente, que uma educação, escolar e familiar, que preze pelo respeito ao próximo, seja lecionada.