Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 01/10/2021
Revolução Industrial. Produção excessiva. Péssimas condições de trabalho.Trabalhador sujeito a ambientes inapropriados. Diante desse cenário, pode-se afirmar que foi a partir da Revolução Industrial que se intensificaram os assédios morais contra os trabalhores. Desse modo, é necessário analisar a desigualdade na nossa sociedade, a falta de empatia do empregador e como isso impacta na vida do empregado. Visto isso, será possível traçar uma proposta para mitigar esse impasse.
Sob esse viés, é importante salientar que as disparidades raciais e econômicas existentes no nosso país contribuem para a manutenção de situações constragedoras aos empregados. Portanto, essas desigualdades existem devido à colonização patológica que houve no Brasil, em que negros e indígenas foram esquecidos e excluídos da cidadania e tiveram suas vidas marcadas pela escravização e pelo duro trabalho braçal. Por conseguinte, ainda existe, atualmente, resquícios desse cenário injusto, pois, negros, assim como no século XVI, sofrem com o desrespeito e a discriminação dos ‘’europeizados’’, que segundo estatísticas geográficas são, na maioria das vezes, os que ocupam os melhores cargos das empresas, porém, os descendentes africanos ocupam, demasiadamente, os inferiores. Dessa forma, isso evidencia que o país não superou o período colonial , e que até no espaço de emprego há uma hierarquização racial e socioeconômica moralmente desrespeitosa.
Ademais, a falta de empatia do empregador é um fator contribuinte para a desmoralização do trabalhador. Sob esse aspecto, o filme ‘‘Tempos Modernos’’, de Charles Chaplin, mostra um homem sendo explorado pela burguesia, que sem nenhum respeito à saúde física e mental do indivíduo o põe em situação análoga à escravidão. Logo, fora da ficção não é diferente, muitos funcionários, infelizmente, são dilacerados por condutas abusivas, pela exploração dos detentores dos meios de produção e pela submissão a longas jornadas de serviço com salários medíocres. Nesse sentido, pode-se perceber que a sociedade atual é, fortemente, marcada pela falta de empatia pelo próximo.
Dessa maneira, é preciso que o assédio moral no trabalho seja combatido. Então, o Ministério da Educação, maior órgão no que concerne às questões educacionais do país, por meio das mídias, deve difundir ideais de igualdade e respeito entre os cidadãos e também no meio coletivo, a exemplo no ambiente de trabalho, bem como investir capital na educação pública, a fim de atenuar as desigualdades entre os diversos grupos. Além disso, o Poder Judiciário, por meio de pesquisas, deve se certificar se as leis trabalhistas estão sendo aplicadas no ambiente do proletariado, por indivíduos da mesma hierarquia e entre chefes e subordinados, para, assim, garantir a integridade física e moral da classe trabalhadora, e termos uma sociedade diferente daquela dos primódios da Revolução Industrial.