Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 10/10/2021
Eudaimonismo. Aristóteles, por meio dessa doutrina, inferia princípios e valores responsáveis por uma boa conduta na sociedade, os quais visavam o bem comum: a felicidade. De encontro ao pensamento desse filósofo, analise-se a presença no meio social de ações que precarizam o alcance do sumo bem, como assédio moral nas relações de trabalho, o qual deve ser combatido. Logo, vê-se a fragilidade do acesso ao conhecimento bem como a ineficiência das instituições como intensificadores dessa problemática.
Decerto, a quantidade de necessário que já passou ou passam por situações de assédio moral no ambiente de trabalho tem sido cada vez maior. Isso acontece dado que o acesso ao conhecimento que visa a presença de empatia, respeito ou priorização o diálogo nas relações sociais tem sido escasso nas escolas e universidades, uma vez que elas têm direcionado, em maioria, apenas o ensino cognitivo. Diante disso, como afirma o pensamento de Imannuel Kant, a falta de sabedoria precariza o alcance de transformações que sejam benéficas para a sociedade. Dessa forma, desejamos que são apenas instruídos para o crescimento intelectual e despriorizam o desenvolvimento em sociedade, são, muitas vezes, egoístas e detentores de ações que buscam humilhar, inferiorizar ou perseguir o próximo.
Ademais, cabe ressaltar como a ineficiência das instituições de trabalho oportuniza a presença de assédio moral. Justifica-se isso ao analisar as falhas e os despreparos das redes de apoio e, muitas vezes, a inexistência delas no ambiente trabalhista, o que não raro, possibilita o exercício de atitudes que buscam desmoralizar ou desestabilizar o colega de trabalho. Exemplifica bem isso o conceito de Gilberto Dimenstein, denominado Cidadão de Papel, o qual relata que alguns não possuem uma efetivação de seus direitos na prática, como o acesso ao trabalho que permite o alcance de dignidade, eles apenas existem no papel. Assim, nota-se como as fragilidades institucionais prejudicam a vida do emprego.
Fica claro, portanto, a necessidade do combate ao assédio moral no trabalho. Para tanto, as escolas e universidades devem orientar os requisitos no conhecimento que busque o desenvolvimento social, por meio de palestras e projetos na sociedade, os quais estimulem a empatia e alteridade nas relações interpessoais, a fim de que não haja a prevalência de assédio moral entre os membros dos ambientes de trabalho. Outrossim, as instituições devem criar espaços eficazes, como ouvidores na área de Recursos Humanos, como quais possuam regras específicas que protejam os trabalhadores contra assédio moral e possibilite a denúncia de qualquer situação que proporcione humilhação, para que a presença de atitudes errôneas seja cada vez menor nos locais de serviço.