Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 07/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU-, assegura a todos os indivíduos isonomia perante a lei e bem estar social homogênio. Entretanto, ferindo a jurisdição internacional, verifica-se que o assédio moral em contexto laboral prejudica o bem estar das vítimas, acarretando graves transtornos mentais, a exemplo de depressão e ansiedade. Nesse contexto, dois fatores não devem ser negligenciados: a competitividade no ambiente de trabalho e a intolerância as particularidades do grupo.
Em primeira análise, a competitividade humana possui relação com a insensibilidade dos sujeitos. Posto que, em consonância com o livro “o príncipe”, do filósofo italiano N. Maquiavel, depreende-se que todas atitudes são válidas, desde que haja um objetivo. Assim, tendo em vista ganhos profissionais particulares, desprezam e humilham aqueles que forem necessários em prol de suas metas, cometendo assédio moral contra seus colegas de trabalho, se necessário. Dessa maneira, a alteração nos ideais humanos torna-se essencial para um bom relacionamento corporativo.
Além disso, a intolerância as particularidades do grupo social, é uma característica geradora de assédio moral no ofício. Haja vista, que, de acordo com a investigação do Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), divulgada pelo G1 em 2020, mais de cinquenta por cento dos entrevistados relataram sofrer assédio corporativo, decorrentes de preconceitos, como: racial, orientação sexual, gênero. Desse modo, é interessante que a empresa intervenha para maior harmonia entre colaboradores.
Destarte, a fim de que as convicções humanas sejam modificadas, urge que o Ministério da Educação transforme a base educacional da população através de princípios éticos entre os indivíduos. Por meio da disciplina “ética e condutas sociais” obrigatória no curriculo escolar, sob tal óptica as futuras gerações entrarão no mercado de trabalho com uma conduta social coerente. Outrossim, torna-se imperativo que a vigilância sanitária proponha as empresas ações para mitigar a desarmonia entre os trabalhadores, através de palestras com psicólogos sobre a pauta, além de penalizações aqueles que cometerem tal crime. Perante tais atitudes, obter-se-á uma nação em que o bem estar social será respeitado conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos.