Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 08/10/2021
As relações de trabalho mudaram drasticamente com a implementação dos Direitos Trabalhistas na Constituição de 1988. No entanto, essa conquista não impede o assédio moral a qual essa classe sofre ainda no séc. XXI. Além da constante desvalorização do trabalhador como indivíduo substituível. Nesse quesito, o problema insiste em permanecer nos meios de trabalho, afetando a saúde mental de uma sociedade trabalhadora. Em suma, é preciso resolver esse impasse.
De fato, o assédio moral, tal qual seu nome sugere, desmoraliza e humilha o indivíduo, diminuindo sua autoestima. A exemplo tem-se uma cena do filme Harry Potter, em que a professora de Clarividência é demitida de maneira cruel pela nova diretora, por não se adequar ao novo padrão. Na cena a professora está aos prantos no pátio da escola enquanto sua superiora a humilha na frente de todos os alunos. É uma cena de um mundo fictício, mas que ocorre com certa frequência em diversos meios de trabalho, como exposto em uma pesquisa pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), que mostra que mais da metade dos brasileiros sofre assédio moral no meio de trabalho. Apesar de ser um problema recorrente, não existem medidas efetivas que impeçam essa violência. Logo, é preciso encontrar alternativas para garantir a dignidade no trabalho.
Além disso, com o fortalecimento do capitalismo, a partir da Revolução Industrial, as relações trabalhistas se tornam cada vez mais líquidas. O famoso sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman diz que com a Segunda Guerra Mundial, as relações se tornaram líquidas, fluidas. No meio trabalhista, afeta a maneira em que as pessoas são reduzidas a cargos facilmente substituíveis, isso torna os servidores ainda mais submissos às ameaças de demissão. De acordo com o IBGE, existem mais de 14 milhões de desempregados no Brasil, o que reforça o discurso de empregados descartáveis e a constante desvalorização dos empregados. Portanto, maneiras de valorizar a individualidade humana devem ser resolvidas.
Por fim, devido as circunstâncias mostradas no excerto, é importante um ponto final a esses empecilhos. Primeiramente, o poder Legislativo precisa impor uma Lei efetiva que amenize as injustiças e puna o assédio moral e, por meio do judiciário, utilizar essa Lei de forma justa.Em segundo lugar, o governo precisa promover campanhas de boa convivência e valorização dos indivíduos, por meio de publicidades em televisões de rede aberta, anúncios nos jornais e semanas de conscientização acerca disso. Por fim, o assédio moral no trabalho deixará de ser um grande problema no Brasil.