Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 14/10/2021
Beco sem saída
No ano de 2021, o jornal Estadão publicou uma matéria que mostrava os funcionários do estabelecimento “Coco Bambu”, sendo obrigados a realizar gritos de guerra no shopping com o intuito de atrair clientes. É evidente que essa situação caracteriza assédio moral em vertical contra um grupo de trabalhadores, diante disso, percebe-se a linha cruzada que o empregado se encontra: o medo de denunciar abusos sofridos por seus superiores e perder o emprego, que dianta da situação econõmica atual, deixa de ser uma opção viável.
Dado que, segundo o jornal El País, o Brasil vive a pior inflação desde a criação do Real. Com isso, o salário do trabalhador tem proporcionado um poder de compra cada vez menor, portanto uma pessoa desempregada sem conseguir ajudar na composição da renda familiar pode colocar um grupo de pessoas em situação de miséria, sendo assim, manter o emprego a todo custo parece ser a única saída.
No entanto, viver num ambiente de trabalho tóxico pode afetar negativamente a qualidade de vida de milhares de cidadãos. Por isso, o cartunista Leandro de Assis, no seu livro de quadrinhos “Confinada” mostra a inportância de expor comportamentos abusivos de um chefe, quando a personagem principal que era empregada doméstica denuncia na internet sua patroa, ganhando visibilidade pra sua causa, apesar de se tratar de uma história fictícia, deve servir como inspiração para os assalariados brasileiros.
Em suma, o Ministério do Trabalho e Previdência, deve fiscalizar o comportamento de cidadãos com funcionários registrados em seu nome, enviando trabalhadores do governo esporadicamente ao local de trabalho para checagem do ambiente. Além de, através de aplicativos disponibilizados para todos , um centro de denúncias anônimas de assédio moral, para garantir o sigilo dos empregados. É necessário investir em atitudes que podem melhorar a qualidade de vida da população.