Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 08/10/2021
“The True Cost”, documentário que aborda as condições degradantes de trabalhadores da indústria da moda, o respeito e os direitos fundamentais do cidadão dão espaço para a exploração e a lucratividade da empresa. Similarmente à obra, diversos funcionários ainda sofrem com experiências de assédio moral e desrespeito nos espaços laborais, seja com formas de opressão ou ofensas constantes. Nesse contexto, esse cenário nefasto ocorrre não só em razão da manifestação de preconceitos com os indivíduos no núcleo aplamente sociável do trabalho, mas também pela falta de políticas públicas que incentivem à denúncia.
Deve-se pontuar, de início, a influência da discriminação no mercado de trabalho na dignidade e nos direitos de ofício dos cidadãos. Então, tendo em vista o jogo “Detroit: Become Human”, uma realidade robótica, substancial parcela da sociedade humana julga e ofende a inserção de robôs nas atividades trabalhistas por conta da intolerância. De maneira semelhante ao que ocorre no lúdico, ainda há indivíduos intolerantes com a diversidade sociocultural- presente nas zonas de trabalho- que acabam por praticar perseguições frequentes para intimidar outros empregados o que, consequentemente, torna as condições exercício do trabalho cada vez mais exaustiva e humilhante.
Ressalta-se, ademais, a carência de medidas estatais como fator na averiguação de situações desonrosas na laboração. Conforme o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, crítico da modernidade líquida, as instituições governamentais- configuradas como zumbis- perderam suas funções sociais, todavia, tentam mantê-la a todo custo. Nesse aspecto, definido como zumbis por Bauman, as ações e as políticas públicas acabam por falhar no que tange o combate ao assédio moral no trabalho, uma vez que a escassez de operações, voltadas para análises precisas das queixas de experiências desestabilizadora no local de trabalho, realizam a manutenção de contextos degradantes.
Evidencia-se, portanto, a persistência de obstáculos estruturais no decorrer do combate ao assédio moral no trabalho. Nesse âmbito, compete às empresas incentivarem a empatia e o respeito no local lobaral, por meio de palestras em grupo, com o objetivo de assegurar os direitos inerentes dos funcionários e estimular o convívio social saudável. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego- orgão de maior autoria e influência- deve fiscalizar rigorosamente as condições as quais os empregados estão submetidos, por intermédio de inspeções minunciosas de denúncias trabalhistas, com o intuito de preservar a dignidade dos operários e viabilizar o respeito em seu meio social. Feito isso, torna-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetização dos elementos elencados e assegurados na Carta Magna.