Combate ao assédio moral no trabalho

Enviada em 11/10/2021

Consoante à escritora Hannah Arendt, a essência dos Direitos Humanos é justamente o direito de tê-los. Entretanto, na sociedade hodierna, vê-se que os preceitos mencionados pela autora não são postos em prática, visto que o assédio moral no trabalho configura empecilho na efetivação dos planos de Aendt e corroboram para um grave problema socal: o preconceito. Nesse sentido, tal objeção ocorre devido à repetição de condutas abusivas no ambiente empregatício e acarreta no desenvolvimento de psicopatologias.

Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de respeito ocorrida nas entidades deriva da ausência de iniciativa das empresas, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Dessa maneira, segundo o Programa Equidade de Gênero de Raça, o Assédio Vertical é o que mais ocorre nas organizações - que consiste no preconceito sofrido por um empregado pelo seu empregador, estabelecendo uma relação de subordinação - gerando, dessa forma, hostilidade na relação entre os funcionários, afetanado diretamente as relações sociais e corroborando para a diminuição da produtividade do empregado, além de impulsionar a perda de criatividade deste devido à pressão sofrida constantemente. Nessa perspectiva, é válida uma revisão das corporações sobre a importância do respeito mútuo na laboração para concretizar direitos básicos como os explicitados por Hannah.

Ademais, vale salientar que, enquanto houver negação de preceitos a toda e qualquer pessoa, haverá óbices psicológicos como consequência. Desse modo, de acordo com o sociólogo Émile Durkheinm, existe uma teoria designada de Suicídio Anômico - em que o indivíduo tira a própria vida por não acreditar mais na evolução do corpo social - nesse viés, análogo ao discorrido pelo estudioso, é factual citar que relações abusivas no trabalho são intensificadoras dessa anomia, pois, o “bullying” sofrido por um funcionário em uma empresa faz com que este perca a confiança em quem o está subordinando, principalmente se as ameaças ocorrem com frequêcia e por múltiplas pessoas, ocasionando, na pior das hipóteses, no suicídio.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de combater o assédio moral no trabalho. Para tanto, faz-se mister que Empresas Privadas invistam em cursos preparatórios para todos os funcionários - tanto novatos quanto experientes - por meio de profissionais como psicólogos com especialização na saúde mental do trabalhador, com o fito de extinguir a impertinência ocorrida no ambiente de trabalho, além da importância de punir com a demissão por justa causa funcionários que desrespeitarem outrem. Só assim será possível cumprir os direitos citados por Hannah Arendt e mudar a situação de Suicídio Anômico teorizada por Durkheinm.