Combate ao assédio moral no trabalho
Enviada em 20/10/2021
Segundo o conceito de ação com finalidade, do sociólogo alemão Max Weber, as pessoas agem motivadas em conquistar algo sem se preocupar com as consequências. Desse modo, tal perspectiva é analisada no assédio moral no âmbito profissional, que é semelhante à afirmativa do autor, visto que o assediador manipula psicologicamente o subordinado. Isso ocorre devido à sensação de superioridade e também pela falta de debate.
Primordialmente, faz-se imprescindível analisar que a noção de supremacia é um dos impasses. Conforme o conceito de violência simbólica, do sociólogo Pierre Boudier, anuncia que ocorre a inferiorização de outros indivíduos, utilizando crenças dominantes. Tal violência está presente no assédio moral no trabalho, já que a hierarquização disponibiliza poder ao denominado chefe. Para que, desse modo, exerça tortura psicológica e manipule o funcionário, em prol do sentimento de superioridade, a fim de conquistar um determinado objetivo. Assim, é necessário o combate à violência simbólica para superar o empecilho.
Além disso, é evidente que a lacuna discursiva é um dos reveses. No livro “arqueologia do saber”, do filósofo Michel Foucault, afirma que alguns temas são silenciados para que os pilares do poder sejam mantidos. Nesse sentido, percebe-se uma falha no que se refere ao combate ao assédio moral, que tem sido silenciado e naturalizado nas instituições profissionais. Sob esse viés, analisa-se que a persistência desse problema estar atrelado a conceitos enraizados na sociedade acerca da submissão do trabalhador em relação ao seu empregador. Dessa maneira, sem que ocorra um diálogo sério e massivo sobre o problema, sua resolução será impedida.
Portanto, conclui-se que o Ministério do Trabalho deve promover eventos, divulgados por meio de mídias sociais, utilizando os serviços de influências digitais – para alcançar o maior número de pessoas – com o intuito de informar aos trabalhadores as características de um assédio moral, a fim de combate-lo. Por outro lado, a Secretaria de Educação deve promover palestras nas escolas, por meio de filmes, para gerar um debate consistente e produtivo, de modo a combater o assédio moral em todos os âmbitos, principalmente no profissional.